Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
28/01/15 às 11h24 - Atualizado em 30/10/18 às 15h11

No DF, 804 mil mulheres têm mais chances de ter câncer do colo

COMPARTILHAR

selo lilas

Grupo tem como característica pessoas com idade entre 25 e 64 anos que tem ou tiveram atividade sexual

BRASÍLIA (28/1/15) – Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 15,5 mil novas brasileiras desenvolvem o câncer do colo de útero a cada ano. De acordo a Secretaria de Saúde (SES), no Distrito Federal, 804.405 mil mulheres estão no grupo de maior risco.

“São mulheres que fazem parte da população-alvo, ou seja, possuem entre 25 e 64 anos e tem ou tiveram atividade sexual. Esse é o grupo de maior incidência desse tipo de câncer”, explicou a chefe do Núcleo de Detecção Precoce do Câncer, Dra. Sônia Maria Ferri.

Para detectar a doença, a SES disponibiliza a citologia. O exame indica as células que constituem o tecido do colo, que porventura podem apresentar alterações pra desenvolver o câncer. Em casos de alteração, as pacientes devem realizar complementarmente a colposcopia, para confirmar a lesão no colo.

“Nós realizamos a citologia em 107 mil mulheres na rede pública no ano passado e, destas, 758 pacientes com citologias precisaram fazer a complementação com o exame colposcopia”, informou Sônia.

A médica esclareceu que Ministério da Saúde preconiza a realização da citologia, inicialmente, com dois exames com intervalo de um ano. “Caso os resultados forem normais, pode-se aumentar a periodicidade para a cada três anos”, disse a chefe, ao destacar que o primeiro resultado pode dar falso negativo, por isso, a importância de se realizar o segundo após um ano para confirmar.

“Nós proporcionamos a realização dos exames, mas as mulheres também têm de ter a conscientização da importância do conhecimento do resultado da sua citologia. Descobrindo precocemente, a paciente tem em suas mãos a chance de cura do câncer de colo do útero”, alertou a chefe.

FAÇA O EXAME – As mulheres podem fazer o exame gratuitamente na rede pública. Basta fazer o agendamento com as equipes da Estratégia Saúde da Família, em postos de saúde ou outras unidades de atenção básica que sejam mais perto de casa.

A paciente que já fez a citologia e necessita de exame complementar é encaminhada à Gerência de Câncer SES-DF, onde é desenvolvido o programa Pró-mulher, para continuidade ao tratamento.

As consultas são agendadas em cinco unidades de referência, onde são realizadas a colposcopia e a biopsia. Em casos mais avançados o tratamento, é feito por meio de cauterização química ou elétrica e, dependendo da situação, a retirada da lesão.

Confira as unidades referência:

– Hospital de Base(HBDF)
– Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB)
– Hospital de Ceilândia (HRC)
– Hospital do Gama (HRG)
– Hospital da Asa Norte (HRAN)

AS MULHERES QUE JÁ REALIZARAM O EXAME, NA REDE PÚBLICA, E NÃO RECEBERAM O RESULTADO DA CITOLOGIA DEVEM LIGAR PARA O NÚMERO 160. 

Saiba mais:

Câncer do colo do útero não apresenta sintomas em fase inicial

Prevenção aumenta cura de câncer de colo do útero

Leia também...