Governo do Distrito Federal
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4/02/19 às 17h02 - Atualizado em 4/02/19 às 17h24

No Dia Mundial do Câncer, prevenir é o melhor remédio

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Um a cada grupo de cinco homens e uma a cada seis mulheres terão um câncer ao longo da vida, estima a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (AIPC), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS). A estimativa da AIPC também retrata a realidade brasileira e chama atenção para a prevenção da doença. Por isso, nesta segunda-feira (4), celebra-se o Dia Mundial do Câncer.

 

No Brasil, o tipo mais comum é o de pele não melanoma. Ele responde por 30% de todos os tumores malignos registrados no país. O câncer surge quando uma célula do corpo passa por mutações e começa a se proliferar desordenadamente. Essas células defeituosas invadem locais onde não poderiam estar e não são alcançadas pelos mecanismos de defesa do organismo.

 

 

Isso pode acontecer em locais como cérebro, pulmão, mama, cólon, estômago, pele, lábios, intestino, ossos, nervos e células do sangue. De acordo com a chefe da Assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer da Secretaria de Saúde, Érica Batista, a rede pública do Distrito Federal oferece prevenção e tratamento para todos os tipos de tumores malignos.

 

Em 2018, foram diagnosticados 6 mil novos casos no DF, confirmando a previsão anual do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Para realizar a primeira consulta, fazer exames básicos (mamografia, Papanicolau, entre outros) e iniciar o tratamento, o paciente deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua casa.

 

ACESSO – Caso se confirme a existência de um câncer, o paciente será encaminhado para uma das unidades de referência no DF, habilitada em cirurgia oncológica, que são os hospitais regionais do Gama (HRG), Ceilândia (HRC), Taguatinga (HRT), Sobradinho (HRS) e da Asa Norte (Hran). “As unidades especializadas em oncologia são o HRT (que faz quimioterapia), Instituto Hospital de Base e Hospital Universitário de Brasília (HUB), que realizam radioterapia, com o apoio de algumas clínicas particulares conveniadas com a Secretaria de Saúde para atender aos pacientes da rede”, explica Érica Batista.

 

Dentro das ações do SOS DF Saúde, as filas para os tratamentos com radioterapia estão regularizadas e os pacientes esperam, no máximo, 15 dias, depois de passarem por triagem no Instituto Hospital de Base (IHB). No caso dos tratamentos na oncologia clínica, a espera varia de 14 a 30 dias para o agendamento da primeira consulta, confirma a médica.

 

Ela recomenda: “As pessoas precisam ficar atentas aos sinais e verificar as alterações no próprio corpo. A mulher deve fazer a apalpação das mamas, verificar se há algum nódulo, fazer exames de rastreamento, porque um nódulo muito pequeno não é palpável. É necessário visitar o ginecologista ou sua equipe de Saúde da Família e, anualmente, fazer o Papanicolau (análise citopatológica das células do colo do útero)”, insiste.

 

CAMPANHA – Criado em 2005 pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Dia Mundial do Câncer tornou-se uma campanha de utilidade pública, que procura evitar milhões de mortes em todo o mundo, a cada ano, por meio da conscientização e da educação sobre a doença.

 

Segundo o Inca, câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células que invadem tecidos e órgãos. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores capazes de se espalhar para outras regiões do corpo.

 

O Inca alerta que os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Quando começam em tecidos epiteliais, como pele ou mucosas, são denominados carcinomas. Se o ponto de partida são os tecidos conjuntivos, como osso, músculo ou cartilagem, são chamados sarcomas.

 

Outras características que diferenciam os diversos tipos de tumor maligno são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes, conhecida como metástase.

 

Mas, os especialistas alertam que antes de a doença ser detectada, o organismo sempre oferece pistas de que algo está errado. Depois de entrevistar 1.700 pessoas com mais de 50 anos de idade, um levantamento realizado por uma fundação inglesa (Cancer Research UK) destacou dez sinais da doença, ignorados com frequência. As pessoas entrevistadas falaram sobre os incômodos que sentiram nos três meses anteriores à detecção do mal. Veja abaixo.

 

CAROÇO – Pode indicar vários tipos de tumor. Os inchaços ocorrem no sistema linfático, uma rede de vasos e gânglios essenciais à imunidade. Uma célula cancerosa pode sair de seu lugar de origem e ficar presa ali. Os caroços são duros e não provocam dor.

 

DIFICULDADE PARA ENGOLIR – Este incômodo pode sinalizar a existência de um tumor de garganta ou de esôfago. Lesões malignas nesses órgãos dificultam a deglutição.

TOSSE E ROUQUIDÃO – São sintomas comuns no câncer de garganta ou nos pulmões.

 

INTESTINO – Uma mudança na rotina intestinal, como diarreia ou ressecamento das fezes, pode ser sinal de um câncer colorretal. Caso a enfermidade se situe na porção final do órgão, perto do reto, o cocô se modifica – se torna fino e quebradiço. A colonoscopia, um exame que verifica as paredes do órgão, é a melhor maneira de saber se existe multiplicação anormal de células na região.

 

PERDA DE PESO – Sem causa específica, o emagrecimento rápido ou a perda de apetite pode ser sinal de vários tipos de câncer, pois os tumores conseguem absorver parte da energia que iria para as células saudáveis, deixando a pessoa sem energia.

 

URINA – Alteração no hábito de urinar pode ser um alerta para o câncer de próstata ou de bexiga. O crescimento da próstata pode estreitar o canal da uretra por onde passa a urina. Além de causar irritação local, a ruina sai em jatos fracos e a pessoa não consegue esvaziar a bexiga.

 

SANGRAMENTO SEM RAZÃO – É problema que pode ser causado por tumores ginecológicos, colorretal e de medula. A formação de úlceras na parede de órgãos com câncer leva a sangramentos. A doença afeta a coagulação, o que favorece o sangramento.

 

DOR INEXPLICÁVEL – É sintoma de vários tipos de tumor maligno com ramificações no sistema nervoso central, local que gerencia as sensações dolorosas e pode ser afetado por uma massa tumoral. O tumor aperta os nervos e causa dor contínua, que não passa com analgésicos. O sintoma varia de acordo com a forma com que a doença se alastra.

 

FERIDA QUE NÃO CICATRIZA – Também sinaliza a possibilidade de vários tipos de câncer. O primeiro sinal de tumor na boca ou na garganta, por exemplo, é uma ferida que não cicatriza. Isso acontece porque os tumores podem interferir na coagulação do sangue e desestabilizar o processo de cicatrização.

 

MUDANÇA NA APARÊNCIA DE VERRUGAS – Características de um câncer de pele, manchas, pintas e verrugas devem ser verificadas e acompanhadas pelo dermatologista. Atenção àquelas com saliências, bordas irregulares e cores variadas, além de estruturas que coçam e sangram.

 

 

Da Agência Saúde

Foto: Brito/Arquivo-SES

 

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