Governo do Distrito Federal
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27/05/16 às 18h20 - Atualizado em 30/10/18 às 15h15

Número de fumantes no DF cai 40% em 10 anos

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Dia mundial do tabaco vai discutir padronização das embalagens de cigarro

BRASÍLIA (27/05/16) – No Dia Mundial sem Tabaco, comemorado em 31 de maio, o Distrito Federal tem motivos para comemorar: a prevalência do tabagismo entre a população local caiu de forma significativa – de 16% em 2006 para 9,7% em 2014, uma redução de cerca de 40% no número de fumantes em menos de uma década. Apesar da expressiva conquista, a equipe do Programa de Controle do Tabagismo do DF (PCT-DF) não se acomoda. Em proveito da grande exposição do assunto na data de mobilização, será promovida, em parceria com a Câmara Legislativa do Distrito Federal, sessão solene no plenário da Casa, dia 1º de junho, às 9 horas, para difundir conhecimentos científicos atualizados sobre o tabagismo, seu tratamento e políticas públicas de controle do consumo de tabaco.

Um dos principais assuntos que será apresentado no evento foi definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como tema de trabalho internacional para desenvolvimento em 2016: “Embalagens Padronizadas de Tabaco”. Uma iniciativa no sentido de uniformizar os maços de cigarro e de outros produtos similares, que passariam a ser iguais, seguindo um padrão definido pelo governo – medida já adotada por outros países. “A adoção de embalagens padronizadas é uma atitude importante para a redução da demanda pelo consumo de tabaco, principalmente pela diminuição da atratividade e do apelo dos produtos de tabaco para os consumidores, particularmente os jovens”, avaliam os profissionais do PCT-DF.

No Distrito Federal, a redução da incidência do tabagismo está diretamente relacionada ao trabalho desenvolvido pelo PCT-DF, de capacitação e educação continuada dos profissionais de saúde, empresas e escolas em todo o Distrito Federal. Atualmente, a SES-DF conta com mais de 94 unidades de saúde com equipes capacitadas para realizar o tratamento de tabagismo e 74 Empresas habilitadas a oferecer diretamente o tratamento para os seus empregados, o que favorece a redução da demanda pelo atendimento do SUS. Entre os anos de 2011 a 2014 as unidades de tratamento do tabagismo atenderam 20.385 fumantes, sendo que 13.177 pararam de fumar na quarta sessão, a última do esquema terapêutico.

O PCT-DF tem três canais de ação. Uma parte é o tratamento direto do tabagismo, de forte proximidade com as ações primárias, pois a proposta é a de que o atendimento seja realizado prioritariamente pelas equipes de atenção básica. “Nosso papel nesse contexto é capacitar os profissionais, realizar a educação permanente, fornecer os insumos necessários para tratamento do tabagismo utilizados no programa em todas as unidades de saúde e prestar contas ao Ministério da Saúde sobre o que foi efetivamente aplicado”, relatam os profissionais do programa.

Os outros pilares do trabalho desenvolvido pelo PCT-DF são as ações educativas e de promoção de saúde realizadas regularmente em escolas (por intermédio do Programa Saber Saúde – PSS e Programa Saúde nas Escolas – PSE) e em ambientes de trabalho, onde, além do controle do tabagismo, são abordados os demais fatores de risco de câncer (obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada, etc) e, consequentemente, doenças crônicas não transmissíveis.

O tabagismo é considerado uma pandemia pela OMS e a maior causa de morte evitável. Estima-se que um terço da população do planeta seja fumante e que morram cerca de 6 milhões de pessoas, a cada ano, por doenças relacionadas ao tabaco. Dessas, aproximadamente 600 mil eram fumantes passivas. No Brasil morrem 170 mil pessoas com doenças tabaco-relacionadas/ano.