Governo do Distrito Federal
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7/10/15 às 13h50 - Atualizado em 30/10/18 às 15h13

O rótulo diz muito sobre o alimento

Consumidores devem ficar atentos às informações que constam nas embalagens

BRASÍLIA (7/10/15) – Muitas vezes o que chama a atenção dos consumidores ao comprar um alimento é o preço e a marca. Porém, o mais importante a ser avaliado deve ser o rótulo das embalagens, pois nele constam as principais informações sobre o produto como, quantidade de calorias, sódio, gordura e ingredientes utilizados para a produção.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) possui algumas legislações que tratam sobre a obrigatoriedade das informações que devem constar nos rótulos das embalagens dos alimentos, como informações sobre a presença de glúten e rotulagem obrigatória dos principais alimentos que causam alergias alimentares.

Para o gerente de Alimentos da Diretoria de Vigilância Sanitária do DF (Divisa), André Godoy, as informações que constam nas embalagens precisam ser mais específicas, de fácil entendimento ao consumidor. “É preciso atentar para a vulnerabilidade em que se encontra o consumidor ao realizar suas escolhas alimentares, pois os rótulos, além de muitas vezes apresentarem informações complicadas de serem decifradas pelo público leigo, podem estar omitindo informações sobre a composição do produto”.

Anualmente, a Divisa coleta cerca de 1,5 mil alimentos para serem analisados no Laboratório Central de Saúde Pública do DF (Lacen), a fim de monitorar as condições sanitárias, inclusive as informações que constam no rótulo dos alimentos. O DF trabalha com 22 Núcleos regionais de inspeção sanitária que realizam este monitoramento com base em um cronograma de coletas, elaborado pelo Núcleo de Planejamento e Programação Fiscal da Gerência de Alimentos.

Esse programa de monitoramento da qualidade sanitária dos alimentos já detectou, por exemplo, utilização indevida de corantes em alimentos e sem a declaração correspondente nos rótulos, o que gera riscos à população que os consome, inadvertidamente, quando portadora de alergia ou sensibilidade ao corante ou qualquer outro componente específico.

“O rótulo da embalagem dos produtos não deve ser apenas lido e sim interpretado e, para tanto, é necessário trabalhar as informações disponíveis para que sejam compreensíveis e utilizadas pelo consumidor ao realizar suas escolhas alimentares. Por exemplo, muitos ainda desconhecem que a lista de ingredientes dos produtos apresenta-se em ordem decrescente de quantidade e, em muitos produtos, o açúcar encontra-se no topo da lista. Além disso, o açúcar presente nestes produtos pode se apresentar com outros nomes, como sacarose, dextrose ou glicose de milho”, destaca Godoy.

O gerente ressalta ainda que é importante que a população consiga ampliar a visão de risco presente nos alimentos, não apenas no que diz respeito a aditivos e contaminantes, mas com relação à composição nutricional dos produtos alimentícios. “As doenças crônicas como a obesidade, hipertensão e diabetes estão entre as principais causas de morte no Brasil atualmente, o que requer maior investimento na prevenção e promoção da saúde e passa pela ampliação das estratégias de comunicação de risco, pensando em alternativas de comunicação sobre os teores de sódio, gorduras e açúcares, por exemplo, incorporando a sinalização que associa esses componentes ao semáforo, facilitando a visualização e a compreensão, por parte dos consumidores, a respeito dos teores alto, médio ou baixo encontrados nos produtos”.