Governo do Distrito Federal
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31/10/21 às 18h12 - Atualizado em 31/10/21 às 18h14

Os Heróis da Saúde também usam capas

O médico Ricardo Freitas é um deles; conheça a história do “superpediatra” na última reportagem da série Heróis da Saúde – Semana do Servidor

 

ADRIANA SILVA, DA AGÊNCIA SAÚDE-DF | EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA

 

O último personagem da série Heróis da Saúde – Semana do Servidor usa capa como aqueles que aparecem nos quadrinhos infantis. Vestido de Superman, Batman e outros ícones da ficção, nosso herói real cuida da saúde das crianças. A fantasia foi a forma com que o médico pediatra Ricardo Freitas, de 36 anos, encontrou para acalmar e alegrar os pequenos pacientes durante as consultas.

 

O pediatra Ricardo se dedica a cuidar da saúde das crianças – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF
A ida ao médico pode ser um momento de medo e angústia para algumas crianças. O momento de fragilidade por conta da doença e a presença de um estranho pode levar a criança ao choro e, até mesmo, a recusar o atendimento. Mas a barreira do medo logo é quebrada pelo “superpediatra”.

 

“Elas [as crianças] participam mais, interagem mais, brincam e a gente consegue entrar no mundo lúdico delas, e elas realmente acreditam que é um super-herói e querem abraçar, tirar foto, brincar. Isso melhorou demais a interação”, conta Ricardo Freitas.

 

No HRG, o médico cuida da saúde dos recém-nascidos – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

Pediatra há 10 anos, o goiano da cidade de Rio Verde mora em Brasília há 17. Se formou pela Universidade do Planalto Central, em 2010, e se dedica ao serviço público de saúde há três anos, quando prestou concurso para a Secretaria de Saúde.

 

A residência pediátrica de Ricardo foi feita no Hospital Regional de Ceilândia (HRC) e, de lá, ele partiu para o Hospital Regional do Gama (HRG), onde está até hoje.

 

O cuidado com a saúde dos pequenos motiva diariamente o profissional – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

A grande ideia

 

Trabalhando em clínicas e hospitais particulares da cidade, o pediatra sentiu o bloqueio que as crianças sentem ao estar na presença de um médico. “Muitos têm medo daquele vilão do jaleco branco, seja por causa das séries de vacinas nessa fase inicial da vida ou até mesmo pelas frequentes consultas ou algo do tipo”, revela.

 

Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

Vendo a recepção negativa de alguns pequenos, inicialmente o profissional teve a ideia de levar alguns brinquedos para o consultório, a fim de distraí-los. “Eu sempre levei brinquedos para o consultório e, principalmente, bonequinhos de super-heróis. Nisso eu vi que as crianças gostavam muito dessa interação e ajudava a quebrar o gelo. Então eu decidi atender vestido de super herói e, para as crianças, foi ótimo, foi realmente uma virada de chave nos atendimentos”, recorda.

 

Para o médico, a decisão foi assertiva e tornou o atendimento mais leve e humanizado. “Eu acho que foi uma forma muito legal de chegar mais próximo delas [as crianças] e tornar o momento da consulta, uma coisa legal em que elas vão lembrar com muito carinho”, ressalta.

 

Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

 

Dedicação

 

Ricardo e sua esposa, que também é médica, realizam trabalhos voluntários uma vez ao mês levando atendimento pediátrico às crianças carentes do Distrito Federal. E, tanto no consultório hospitalar, quanto nos atendimentos voluntários, o profissional carrega o mesmo carinho e dedicação, sempre se fantasiando, ele e a esposa, de super-heróis.

 

Atualmente, quem tem as atenções do “superpediatra” são as mamães e os bebês da maternidade do HRG. Ricardo aguarda a chegada do seu primeiro filho para os próximos meses.

 

Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF