Governo do Distrito Federal
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26/05/15 às 18h23 - Atualizado em 30/10/18 às 15h12

Pacientes com glaucoma ou suspeita da doença são atendidos em mutirão de oftalmologia

200 pacientes classificados como vermelho foram atendidos

BRASÍLIA (26/5/15) – Cerca de 300 pacientes que aguardavam consulta pelo Sistema de Regulação foram atendidos, nesta terça-feira (26), durante o mutirão de oftalmologia realizado no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), no Hospital Universitário de Brasília (HUB) e no Hospital de Base. A ação foi realizada em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Glaucoma.

“Todos os pacientes atendidos durante o mutirão têm glaucoma ou suspeita da doença. Foram atendidos 200 pessoas identificadas, conforme a classificação de risco, como vermelho, e o restante classificado como amarelo”, observou a coordenadora de Oftalmologia da Secretaria de Saúde, Adriana Sobral.

Ao todo, 24 médicos participaram do atendimento, ajudando a diminuir a fila de espera que hoje conta com 1,9 mil paciente com glaucoma ou suspeita da doença. A aposentada Francisca Ferreira Gomes, 82 anos, foi atendida no Hospital de Base, após 20 dias de espera por uma consulta. “Ela descobriu que tem glaucoma há dois anos, quando fez uma cirurgia de catarata. Teve uma consulta no Hospital de Ceilândia e a encaminharam para um especialista na doença. Por isso viemos para cá”, justifica o filho, Juarez Alves.

Pacientes que aguardavam há algum tempo serem chamados para a consulta aprovaram a ação. “Fiquei dois anos esperando uma consulta e agora mais dois anos para mostrar os resultados de exame. Chamando agora, achei muito bom, ainda mais que já saímos daqui com a próxima consulta marcada, sem esperar por tanto tempo”, diz a paciente Maria José Alves de Souza, 68 anos.

Segundo a oftalmologista Adriana Sobral, a ideia é continuar fazendo mutirões, porém, em cada edição focar um um problema específico. “Estamos organizando um próximo para atender pacientes de retinopatia diabética, mas ainda não temos uma data para isso”, adianta a médica.

GLAUCOMA- Não há dados estatísticos oficiais de quantas pessoas têm glaucoma no DF e no Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são registrados 2,4 milhões de novos casos da doença no mundo, anualmente, somando 60 milhões de pessoas. Ainda segundo a OMS, o glaucoma é a primeira causa de cegueira irreversível no mundo.

“O glaucoma é uma doença silenciosa, não apresenta sintomas. Por isso, recomendamos que as pessoas façam visitas regulares ao oftalmologista, pelo menos uma vez por ano. Assim, podemos fazer o acompanhamento e descobrir cedo se a pessoa tem ou não o problema”, recomenda a Adriana Sobral. Ela frisa que quando descoberta no estágio inicial, o ritmo de perda da visão é mais lento do que quando se descobre já em estágio avançado.

Segundo a oftalmologista, a principal causa do glaucoma é genética. “As chances são maiores se o pai ou mãe tiver a doença”, complementa, dizendo ainda que após os 40 anos de idade os riscos de desenvolver o problema são maiores.

O glaucoma crônico, tipo mais comum da doença, não tem cura. Para o controle, usa-se colírios ou cirurgia.