Governo do Distrito Federal
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11/01/13 às 11h50 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

Pacientes de outros estados lotam hospitais

Internações têm um alto índice de pessoas de fora do DF

Dos 72 pacientes internados na quinta-feira, 10 de janeiro, na Clínica Médica do pronto-socorro do Hospital Regional da Asa Norte, 30 não residiam em Brasília. A constatação é do diretor da unidade, Paulo Henrique Ramos Feitosa, que vem acompanhando o aumento gradativo de vinda de pacientes de outros estados. De acordo com ele, as internações nas demais especialidades também tem um alto índice de pessoas de fora do DF, mas o maior contingente de pacientes é na clínica médica.

Para o diretor do HRAN, grande parte dos problemas dos hospitais públicos do DF poderia ser sanada e cairia pela metade se a situação fosse outra. De acordo com ele, filas enormes, espera durante horas, superlotação, falta de macas entre outros, são situações que incomodam tanto pacientes como servidores da saúde. Ele acredita que a alta procura de outros estados vem afetando muito a qualidade do atendimento prestado pelos profissionais.

“A quantidade, com certeza, impede a qualidade”, explica o coordenador da regional ao enfatizar que algumas cidades estão enviando pacientes para os hospitais de Brasília até de ônibus. Para ele, as pessoas correm riscos sérios ao aceitar o fato, e as prefeituras têm sido omissas na fiscalização. “É um absurdo fazerem isso com pessoas doentes, que necessitam de locomoção adequada”, enfatiza o diretor.

Outro dado importante constatado pelo diretor foi de que, dos 100 pacientes internados no pronto-socorro e que tinham fornecido endereço do DF, 50 moravam em outro estado. Segundo Paulo, pessoas com parentes em Brasília não dão o próprio endereço na hora do preenchimento da ficha. “Isso dificulta ainda mais a apuração dos números de pessoas de fora. Desta forma a quantidade deve ser bem superior ao levantado”.

O diretor explica, ainda, que a alta procura de pacientes de outros estados também está relacionada à ocupação de leitos. “As prefeituras trazem os pacientes, mas muitas vezes não vem buscar. Às vezes ficamos com leitos ocupados por seis ou até 10 dias e com a pessoa de alta, por que ela não ter para onde ir”, conclui Paulo, enfatizando a gravidade da situação.

Além dos problemas como superlotação, filas e demanda alta, o diretor do HRAN ressaltou que a grande maioria dos pacientes de fora do DF não dá continuidade ao tratamento.

Entre os estados que mais enviam pacientes para o DF, especificamente para o HRAN, Paulo citou Minas Gerais, Goiás e Bahia. Sendo as cidades campeãs de Goiás: Cristalina, Campos Belos, Alvorado do Norte, Águas Lindas, Santo Antônio do Descoberto, Posse, Céu Azul, Planaltina de Goiás e Pedregal. Já da Bahia, o diretor do HRAN diz que as cidades são Cocos, Roda Velha, Tabocas e Barreiras.

Já de Minas Gerais, as campeãs são: Unaí, Buritis, Pirapora, João Pinheiro e Jaciara.

 

Luciene Torquato