Governo do Distrito Federal
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12/05/17 às 20h59 - Atualizado em 30/10/18 às 15h17

Pacientes transplantados comemoram o Dia das Mães com a família

Para ser doador, basta manifestar essa intenção aos familiares

Brasília (12/5/2017) – Dizem por aí que “amor de mãe não tem limites”. Muitas delas fazem de tudo pela felicidade dos seus filhos, colocando-os sempre em primeiro lugar. O ditado popular se encaixa muito bem na vida da dona de casa Ângela Maria Santana, que realizou um grande gesto de amor para salvar a vida do filho Lucas Souza, de 19 anos. Ele possuía doença renal crônica de origem indeterminada e necessitava de transplante renal com urgência. Verificada a compatibilidade entre mãe e filho, Ângela não pensou duas vezes e logo se prontificou a doar um de seus rins.

Nesta quinta-feira (11), faz dois meses que Lucas ganhou uma nova oportunidade de viver graças à doação da mãe. “Para mim foi o melhor presente que eu poderia ganhar. De nada ia adiantar passar o Dia das Mães com ele doente. Hoje, a minha maior alegria é que ele está bem, se recuperando”, comemora Ângela. Antes, ela não era doadora de órgãos, mas, ao ajudar Lucas, a dona de casa mudou sua visão. “Já avisei aqui em casa que, se acontecer alguma coisa comigo, podem doar meus órgãos. Se toda pessoa da família pensasse assim, não haveria tanta gente esperando”, avalia Ângela.

A costureira Alaíde Martins Araújo da Silva, 54 anos, é outra paciente que tem motivos para comemorar. Ela era portadora da “doença de Chagas”, nome popular da enfermidade causada pelo protozoário parasita Trypanosoma cruzi, que é transmitido pelas fezes do inseto conhecido como barbeiro. Com o avanço da doença, também aumentavam as dificuldades na vida de Alaíde. Atividades comuns como escovar os dentes ou cozinhar se tornavam um grande obstáculo para ela.

Devido à doença, Alaíde conta que passou o Dia das Mães nos anos anteriores internada em diferentes hospitais. Neste ano, porém, a história será diferente. “Eu sempre acreditei que ia ficar bem. Deus falava que tinha um coração para mim, e eu acreditava nisso”, relata. “Eu ganhei uma vida nova, uma história nova. É um recomeço para toda minha família. Eles fazem planos para mim. Meu neto não vê a hora de me levar para sair. Vai ser um Dia das Mães muito especial”, conta emocionada.

O Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF) realizou até agora 968 transplantes de órgãos. Foram 176 transplantes de coração; 157 de rim; 289 de fígado; 146 de córnea; e 200 de medula óssea. Para ser doador, não é necessário preencher documentos ou ter a informação na carteira de identidade. É preciso somente manifestar a vontade de doar, ainda em vida, aos familiares.