Governo do Distrito Federal
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18/12/17 às 19h27 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Papai Noel visita pacientes da atenção domiciliar

Objetivo da equipe multidisciplinar é humanizar o atendimento

BRASÍLIA (18/12/2017) – O pequeno João Miguel Oliveira, com apenas um ano e oito meses, já deu provas suficientes de que é um guerreiro. Nascido prematuro extremo, com 630 gramas, sofreu 53 paradas cardíacas, duas delas logo após o nascimento. Problemas intestinais, pulmonares, duas hérnias, virose, pneumonia e catapora completam a lista das adversidades que o bebê teve que enfrentar durante os seis meses em que esteve internado na UTI do Hospital Universitário de Brasília (HUB) e, logo depois, no Hospital Regional da Asa Norte (Hran).

Em seus quase dois anos de idade, João Miguel superou  53 paradas cardíacas e inúmeros outros problemas de saúde

Hoje, quem vê a criança engatinhando pela casa nem imagina tudo que ela já passou. Pacientes como João são atendidos pelo programa de atenção domiciliar da Região Centro- Norte. Sempre na semana que antecede o Natal, os profissionais da equipe levam o Papai Noel para visitar pacientes em internação domiciliar. Vestido como o Bom Velhinho, o motorista José Lins Leal e os grupos de voluntários Remédio Musical e Sagrado Riso animam o fim de ano dos pacientes.

“Conseguimos proporcionar um momento especial para eles. Normalmente são pacientes com problemas crônicos. Então trazemos o Natal, a alegria e a descontração para eles e toda a família. O objetivo é levar um momento de amor. Para nós é muito gratificante”, comentou a médica Vanessa Vasconcelos Carvalho, gerente do Serviço de Atenção Domiciliar da Região Centro-Norte.

Médica Vanessa Vasconcelos examina João Miguel

Para a mãe de João, Mislenny dos Santos Oliveira, de 36 anos, a equipe de atenção domiciliar é uma nova família que ganhou. “Eles não são apenas essa visita. Toda segunda-feira ligam para saber como o João Miguel está, se está sentindo alguma coisa. Sempre mandam alguém para olhar se precisa de atendimento específico. Dentista, nutricionista, médico, fisioterapeuta. É realmente uma verdadeira atenção domiciliar”, elogiou Mislenny.

Mislenny dos Santos Oliveira, mãe de João Miguel

Até a manhã desta quarta-feira (20), a equipe estará visitando, em média, 30 pacientes em seus domicílios, incluindo os atendidos na Casa do Ceará – instituição filantrópica sediada na Asa Norte. São bebês, idosos e pessoas acidentadas que moram no Octogonal, Cruzeiro Velho, Vila Planalto e Asa Norte.

ATUAÇÃO – O Serviço de Atenção Domiciliar é uma modalidade de atenção à saúde, substitutiva ou complementar a outras modalidades de atendimento existentes. São ações de promoção à saúde, prevenção, tratamento de doenças e reabilitação prestadas em domicílio, com o propósito de diminuir a demanda por atendimento hospitalar e/ou reduzir o período de permanência de usuários internados, humanizar a atenção e ampliar a autonomia dos usuários.

Profissionais de saúde e grupos de voluntários divertem o pequeno João Miguel

Essa modalidade assistencial é realizada por uma equipe multiprofissional de saúde que presta assistência em domicílio a pessoas com quadros clínicos crônicos e agravados. Os usuários são selecionados, de acordo com os critérios do Programa de Internação Domiciliar, entre os pacientes estáveis e dependentes de um cuidador que possa auxiliá-los nas atividades do dia-a-dia.

O serviço é oferecido pela rede pública de saúde do Distrito Federal há aproximadamente quatro anos. O programa atende, por ano, cerca de 100 pacientes. Para ser beneficiada, a pessoa precisa ser encaminhada por um hospital público ou unidade básica de saúde (UBS).

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