Governo do Distrito Federal
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24/07/20 às 12h22 - Atualizado em 24/07/20 às 21h51

Para acelerar atendimentos, HB faz mutirões de cirurgias

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Ação já beneficiou 86 pacientes que aguardavam internados cirurgias em toda a rede

 

AILANE SILVA, DO IGES-DF

 

Mutirões da saúde com foco na desospitalização de pacientes começaram a ser realizados no Hospital de Base para atender internados em toda a rede pública de saúde no DF. A iniciativa é promovida pelo Governo do Distrito Federal (GDF), por intermédio da Secretaria de Saúde e do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF), para acelerar o atendimento de pacientes que não têm Covid-19 e estão internados por outras doenças.

 

Mutirão beneficia pacientes internados em toda a rede pública de saúde do DF – Foto: Davidyson Damasceno/Iges-DF

O primeiro mutirão foi feito no Hospital de Base, nos dias 17 e 18 de julho, quando 46 cirurgias foram feitas entre cateterismos e angioplastias. O segundo mutirão começou na terça-feira (21) e vai até sábado (25), beneficiando mais 40 pacientes que aguardavam cirurgia urológica. Com isso, 86 pacientes já foram beneficiados.

 

A ideia é que os mutirões ocorram sempre no Hospital de Base, unidade de alta complexidade da rede. Nas próximas semanas, os mutirões serão de ortopedia, oftalmologia, otorrinolaringologia, além da oncologia, cardiopatias e neurologia que são referenciados pela SES para o HB.

 

No último final de semana, 46 cirurgias foram feitas no Hospital de Base por meio do mutirão – Foto: Davidyson Damasceno/Iges-DF

“Sabemos do impacto que o coronavírus está causando em todo o sistema de saúde, não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro. Também temos consciência de que as outras doenças continuam. Por isso, vamos fazer esses mutirões sem deixar de cuidar da Covid-19, área que já recebeu muitos investimentos para garantir o atendimento da população”, ressaltou o diretor-presidente do Iges-DF, Sergio Costa.

 

O gerente Geral de Assistência do Hospital de Base, Lucas Seixas, destacou que o foco dos mutirões é fazer com que os pacientes tenham suas cirurgias realizadas e permaneçam o menor tempo possível no ambiente hospitalar.

 

“Vamos trabalhar com foco e mecanismos para minimizar os impactos do coronavírus no dia a dia dos hospitais da rede. Apesar de as cirurgias eletivas estarem suspensas, não vamos deixar os pacientes que já estão internados e aguardando cirurgias, desassistidos”, afirmou o gerente.

 

Força-Tarefa na Hemodinâmica

 

Para a ação que ocorreu no final de semana, o Núcleo de Hemodinâmica organizou protocolos para que os pacientes contemplados pelo atendimento realizassem os procedimentos com toda a segurança.

 

De acordo com o chefe do núcleo, Raphael Lanza, todos os pacientes beneficiados passaram por testes rápidos para descartar qualquer possibilidade de contaminação por coronavírus.

“Quatro médicos, dois enfermeiros e cinco técnicos em enfermagem fizeram revezamento para a realização dos procedimentos. Além disso, todas as precauções foram tomadas”, explicou.

 

Para pacientes como a dona Jordelina Suares, de 75 anos, a ação veio em boa hora. “Estou internada no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) há 20 dias. Sofro com problemas cardíacos já há algum tempo e esse procedimento vai me auxiliar bastante. Estou muito feliz de ter conseguido esse atendimento”, declarou.

 

O Núcleo de Hemodinâmica do HB funciona diariamente, inclusive aos finais de semana, das 7h a meia-noite, para dar todo suporte possível à rede de saúde pública do DF.

 

Cateterismo

 

O cateterismo cardíaco é considerado um procedimento invasivo e utiliza uma sonda ou cateter para identificar doenças obstrutivas, bem como obter detalhes anatômicos das cavidades ou das válvulas do coração.

 

Urologia

 

O médico urologista, Guilherme Coaracy, destaca que no início da pandemia o fluxo de atendimentos cirúrgicos estava sendo mantido, porém, com o aumento dos casos, foi preciso realizar a diminuição dos procedimentos.

 

“A pandemia impactou na prestação de serviço de várias maneiras. Mas, agora com a força-tarefa conseguiremos tirar os pacientes represados em fila, principalmente no pronto-socorro, e com doenças como câncer urológico que estavam aguardando”, destacou o médico.

O motorista Giordano Guerra Santiago, 43 anos, que aguardava um procedimento de retirada de pedras na bexiga há pouco mais de dois meses foi um dos contemplados pela força-tarefa.

 

“Logo que o diagnóstico foi definido, o médico me falou sobre a possível demora do procedimento devido à pandemia. No entanto, essa ação que o HB está realizando me trouxe alívio já que meu caso não sofrerá piora”, comemora.