Governo do Distrito Federal
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29/07/19 às 9h12 - Atualizado em 30/07/19 às 9h10

Grupo de autocuidado melhora a qualidade de vida de mulheres da Fercal

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Grupo atende a moradoras da Rua do Mato

 

Um espaço para ouvir e acolher, com direito a exercícios físicos para melhorar a saúde. Este é o Grupo de Mulheres Cuidando de Mim, formado por moradoras da Fercal, que se reúnem todas às terças-feiras na Associação de Moradores da Rua do Mato. No encontro, estimula-se a valorização das mulheres por meio de conversas sobre autocuidado, saúde mental e física, além de discutir as demandas do cotidiano trazidas pelas usuárias.

 

Uma das participantes assíduas é a dona de casa Marluci Araújo, 50 anos. Após passar por um quadro depressivo, que afetou seu relacionamento com a família, ela encontrou uma forma de superar a situação nos encontros para trocas de experiências, com as dinâmicas de grupo e os exercícios físicos das Práticas Integrativas em Saúde (PIS), que incluem meditação, Tai Chi Chuan e alongamentos.

 

Marluci não perde a chance de participar das atividades. “Sinto-me muito bem aqui. Foram importantes os debates e os exercícios que fiz, porque fui adaptando minha mente e meu corpo para superar as dificuldades. Agora, me sinto mais disposta, alegre e compreendo mais os desafios do dia a dia. Hoje, me relaciono melhor com minha família e acredito que as companheiras do grupo também se sentem assim”, avalia Marluci.

 

O grupo é direcionado pelo Núcleo Ampliado da Saúde da Família (Nasf), onde a terapeuta ocupacional Caroline Sarmento e o psicólogo Luiz Ricarte fazem parte, junto com uma fisioterapeuta e o apoio voluntário da profissional de educação física Márcia Garcia. De acordo com eles, o grupo começou as atividades no ano passado, devido às muitas queixas da comunidade envolvendo ansiedade e depressão, especialmente pelas mulheres.

 

“Faltava um espaço para elas conversarem sobre as questões pessoais e os problemas, então foi criado esse grupo. Agora, elas têm um local para falar, empoderar-se e conhecer o papel delas na comunidade”, explica a terapeuta.

 

Caroline ressalta: “As temáticas são elas que trazem e as práticas corporais foram demandadas por elas. Com o tempo, percebemos como elas se sentem bem aqui, às vezes, esperando a semana inteira até chegar o dia do grupo”.

 

TROCA DE EXPERIÊNCIAS – Segundo o psicológico Luiz Ricarte, o grupo é curativo por si só. “Ele tem uma função terapêutica. Na medida em que vão se apoiando e compartilhando as experiências, isso vai trazendo um aspecto curativo para elas”, afirma.

 

Para a dona de casa Marilsa Fernandes, 52 anos, um dos principais benefícios proporcionados pela roda de conversas é a troca de experiências, quando percebe que todas no grupo passam pelos mesmos problemas e situações.

 

“É o momento que temos para falar dos nossos altos e baixos. Quando dividimos nossos problemas, vemos como somos parecidas em algumas coisas. Até descontraímos com as atividades físicas para tratar das dores”, revela Marilsa.

 

A proposta é, com o passar do tempo, fazer com que as participantes do grupo criem uma certa autonomia e, elas próprias, promovam esse espaço. “No momento, somos como facilitadores. Mas a ideia é que elas se tornem multiplicadoras”, ressalta Luiz Ricarte.

 

 

SERVIÇO

Grupo de Mulheres
Local: Associação de Moradores da Rua do Mato, na Fercal
Data: Toda terça-feira
Horário: das 8h às 10h

 

Leandro Cipriano, da Agência Saúde
Fotos: Breno Esaki/Saúde-DF