Governo do Distrito Federal
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28/02/19 às 10h07 - Atualizado em 28/02/19 às 10h08

Previna-se contra infecções sexuais no Carnaval

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Cuidado redobrado para prevenir Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) é a orientação da Secretaria der Saúde do Distrito Federal aos foliões no período de Carnaval. Envolvidas no clima da festa, muitas vezes, as pessoas acabam se esquecendo da proteção e se expõem ao sexo sem uso de preservativo. O risco é grande de se adquirir Aids/HIV, sífilis, hepatites B e C, papiloma vírus humano (HPV) e outras doenças repassadas no contato sexual.

 

Foto: Mariana Raphael/Saúde-DF

“Essas infecções são transmitidas, principalmente, pelo ato sexual (oral, vaginal e anal), quando não há o uso da camisinha feminina ou masculina, ou seja, durante o sexo desprotegido com uma pessoa infectada”, explica a gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS), da Secretaria de Saúde do DF, Rosângela Ribeiro.

 

Para se prevenir, é recomendado o uso de preservativo, distribuído nas Unidades Básicas e Saúde gratuitamente. Há o formato feminino e o masculino, sendo que ambos podem ser associados ao gel lubrificante. Outras orientações são informar-se sobre o assunto, vacinar-se contra o HPV, fazer a testagem, quando houver exposição, e o tratamento, se necessário.

 

ATENDIMENTO – As ISTs são causadas por vírus, bactérias e outros micro-organismos. O tratamento melhora a qualidade de vida e interrompe a cadeia de transmissão dessas infecções. O atendimento, diagnóstico e tratamento são gratuitos nos serviços públicos de saúde do SUS.

 

“Por isso, a importância de se procurar uma unidade básica de saúde sempre que aparecer alguma ferida, verrugas genitais ou corrimentos, para o correto diagnóstico. Trabalhamos com o conceito de que todas as ISTs possuem tratamento e a maioria delas tem cura”, informa Rosângela.

 

Foto: Matheus Oliveira/Arquivo Saúde-DF

Ela ressalta que a IST pode ser transmitida também da mãe para a criança, durante a gestação, parto e amamentação. Por isso, é fundamental acompanhar todo o período da gravidez. “O pré-natal deve ser realizado também no parceiro para que seja submetido aos testes de diagnóstico e, em caso de detecção positiva, ambos serem tratados oportunamente, com a terapêutica adequada da doença”, orienta.

 

HIV  Atualmente, existe a Profilaxia Pós-Exposição, ou simplesmente PEP, uma medida de prevenção com a utilização de antirretrovirais como profilaxia para o HIV, o que evita a multiplicação do vírus no organismo da pessoa.

 

A PEP é indicada aos usuários que tiveram contato com o vírus em alguma situação de risco, tais como: violência sexual, relação sexual desprotegida e acidente ocupacional. O primeiro atendimento, após a exposição ao HIV, é considerado, pelo Ministério da Saúde, um atendimento de urgência.

 

No DF, a PEP está disponível nos serviços de pronto atendimento hospitalar. Para ser efetiva, ela deve ser iniciada em até duas horas após a exposição, podendo, ainda, ser aplicada em, no máximo, 72 horas após a exposição ao risco.

 

“Os usuários receberão o primeiro atendimento e medicamento antirretroviral para sete dias na unidade hospitalar. Após o procedimento, serão encaminhados para a continuidade do tratamento, em até 28 dias, nas unidades de referência para o HIV/Aids, onde serão acompanhados clinicamente por mais tempo e com a maior especificidade que o caso requer”, explica Rosângela.

 

REFERÊNCIA – As unidades de referência para tratamento e acompanhamento das pessoas com o HIV/Aids no DF são as policlínicas do Lago Sul e de Planaltina, Unidade Mista de Taguatinga, Unidade Básica de Saúde do Gama (antigo Centro de Saúde nº 5) e Ambulatório II da Ceilândia. Também são referência os hospitais Universitário de Brasília (HUB), Regional de Sobradinho e o Hospital Dia, da Asa Sul.

 

Outra ação é a Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP), que consiste no uso de antirretrovirais (ARV) por pessoas não infectadas pelo HIV, com o intuito de reduzir o risco de infecção pelo vírus nas relações sexuais. As evidências científicas, produzidas por recentes pesquisas, demonstram que o uso de PrEP reduz em mais de 90% o risco de infecção pelo HIV.

 

A indicação de PrEP requer a avaliação do risco de exposição e não é um atendimento de urgência. No DF, a PrEP está disponível no Hospital Dia, da Asa Sul, e no ambulatório do HUB.

 

Ailane Silva, da Agência Saúde