Governo do Distrito Federal
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4/12/15 às 12h32 - Atualizado em 30/10/18 às 15h13

Profissionais do HBDF dão andamento a 130 pesquisas em 2015

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Trauma, Cuidados Críticos e Oncologia Clínica são as principais linhas de estudo

BRASÍLIA (4/12/15) – Cento e trinta novas pesquisas clínicas foram iniciadas no Hospital de Base em 2015. Profissionais de saúde de diversas áreas (Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição, Odontologia, Psicologia e Terapia Ocupacional) discutiram temas variados como: Estudos Epidemiológicos de Doenças, Complicações Cardiovasculares com uso de Medicamentos, Doenças Congênitas, Câncer, Trauma, entre outros. Um aumento considerável em comparação aos números dos anos de 2013 e 2012, com 54 e 16 pesquisas efetuadas respectivamente.

“Verificamos que esse aumento se deu em decorrência da criação do Centro de Pesquisa Clínica do Hospital de Base, no ano de 2014, quando se contabilizaram 129 pesquisas clínicas realizadas”, destaca a coordenadora de Ensino e Pesquisa do HBDF, Dra. Alba Mirindiba.

O HBDF é certificado como Hospital de Ensino e a Coordenação de Ensino e Pesquisa é o setor responsável por todas as ações inerentes ao controle e à manutenção do ensino e das pesquisas dentro da instituição. “Podemos auxiliar e orientar os pesquisadores. Já somos vistos como referência como tal no hospital e, mui brevemente, contaremos também com um Comitê de Ética em Pesquisa – CEP próprio, vez que 20% das pesquisas clínicas realizadas no âmbito da Secretaria de Saúde são oriundas do HBDF”, esclarece a coordenadora.

Segundo o Coordenador do Centro de Pesquisas, João Batista Tajra, atualmente, existem duas linhas de pesquisas implantadas no hospital: a de Trauma e Cuidados Críticos e a de Oncologia Clínica. Na primeira linha, há equipe que trabalha na Sala Vermelha, com o perfil epidemiológico de pacientes traumatizados nos anos de 2014 e 2015. Além disso, há um grupo de fisioterapeutas que trabalha na UTI com pacientes críticos e avalia a resposta motora nos pacientes do trauma por meio de estímulos musculares. “O estudo é realizado avaliando os efeitos da perda da musculatura na evolução de pacientes críticos”, comenta o Coordenador do Centro de Pesquisa Clínica do HBDF, o médico cirurgião geral.

TRAUMA – As pesquisas são feitas em diversos setores do hospital, emergência, ambulatórios, andares de internação. No caso da Pesquisa de Trauma e Cuidados Críticos, os profissionais procuram estabelecer um diálogo entre o atendimento no trauma e a assistência na UTI. “Os profissionais se reúnem e discutem os dados da UTI e da Sala vermelha para o estudo. Somente neste ano, cinco trabalhos do Trauma foram publicados e levados para o Congresso Panamericano na Bolívia com a participação de enfermeiros do SAMU, coordenados pelo médico Rodrigo Caselli”, comenta João Batista. Nas linhas de pesquisas, os pesquisadores se reúnem para dividir fomento em estudos e experiências, trocar informações e ampliar os conceitos do objeto de trabalho.

ONCOLOGIA – Os estudos em Oncologia Clínica englobam diversos grupos. “Temos uma equipe da Endocrinologia que trabalha com câncer de tireóide com biomarcadores em Oncologia. A Cirurgia Oncológica também pesquisa biomarcadores em câncer gástrico. A Proctologia com biomarcadores em câncer de colón” acrescenta o especialista. Os pesquisadores da área de Oncologia trabalham com a identificação de um “biomarcador”, uma substância a ser identificada no crescimento tumoral. O estudo com o biomarcador permite um rastreamento do crescimento e do perfil do câncer, que se inicia com mutações. “Quando chega num ponto crítico, essas mutações se transformam no câncer. Nós identificamos e pesquisamos essas proteínas que estão em modificações, procurando traçar um perfil atrás de uma mutação que seja importante, aquela que ocasionou o câncer”, comenta o especialista.

O Programa de rastreamento do câncer colorretal é o grande trabalho que está sendo realizado pela equipe da Proctologia do Base. “Faz parte de estudo pioneiro no Brasil com rastreamento de câncer de colorretal na população do Gama. A Pesquisa conta também com a parceria da Universidade de Tóquio”, menciona o médico João Batista.

Para o especialista, há ainda uma falta de iniciativa entre os profissionais que trabalham nos hospitais para realização de pesquisas. “Dentre os objetivos do Centro de Pesquisa Clínica do Hospital de Base estão: aumentar o número de trabalhos e aprofundá-los, para elaborarmos pesquisas mais complexas e de melhor nível científico”, destaca.

IMPORTÂNCIA DA PESQUISAS – A grande maioria dos hospitais atualmente está centrada em três eixos que, segundo a coordenadora de Ensino e Pesquisa, Alba Mirindiba, não podem ser divididos: a Assistência, que presta o processo de saúde integral ao paciente; o Ensino, que visa melhorar o conhecimento dos profissionais que prestam a assistência; e a Pesquisa como forma de renovação do ensino continuado, abrindo a instituição às novas tecnologias. “Se o hospital não investe em ensino e pesquisa, ele se torna obsoleto. Esses eixos trazem a renovação das novas tecnologias para dentro da assistência”, explica a coordenadora.

COMO INICIAR UMA PESQUISA – A primeira providência a se tomar quando se quer realizar uma pesquisa no HBDF é registrá-la no Núcleo de Educação Permanente em Saúde – NEPS, no 12º andar do hospital, e enviar para o e-mail hbdf.pesquisa@gmail.com o projeto. O trabalho será analisado por um conselho consultivo, que emitirá parecer técnico acerca da viabilidade da pesquisa em questão e encaminhará a diretoria geral para assinatura da folha de rosto e consequente inserção na Plataforma Brasil pelo Pesquisador, objetivando submissão ao Conselho de Ética em Pesquisa – CEP da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde – FEPECS. Todo esse fluxo poderá ser consultado no site do Hospital de Base: www.hospitaldebasedf.com.br.

O Centro de Pesquisa Clínica do Hospital de Base foi criado em 9 de setembro de 2014. Tem a atribuição de contribuir para a elevação do número e da qualidade das pesquisas clínicas realizadas no hospital aliado à Coordenação de Ensino e Pesquisa.

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