Governo do Distrito Federal
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22/05/15 às 14h24 - Atualizado em 30/10/18 às 15h12

Programa de rastreamento do câncer colorretal atendeu mais de 600 pessoas

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Impacto social e financeiro são os principais motivadores

BRASÍLIA (22/5/15) – O Programa de prevenção do câncer colorretal, iniciado no final de fevereiro deste ano na Regional do Gama, já realizou mais de 600 exames na população do DF. Em 50 casos detectou-se sinais de sangue no material recolhido, o que exige uma avaliação minuciosa.

Para o especialista e chefe da Proctologia do HBDF, Maurício Cotrim, a trabalho de prevenção causa importantes impactos na saúde, um deles é o social. “Há um benefício financeiro e econômico relevante para o fortalecimento do Programa. Pois evitando o câncer, impactamos positivamente a vida da pessoa e de sua família, evitando traumas psicológicos, e diminuindo o índice de mortalidade. Outro ponto é a economia”, destaca o especialista.

A média de gasto no tratamento de uma pessoa com câncer no colorretal é de 100 mil reais. Incluindo os seus diversos estágios e contando com todas as modalidades terapêuticas (quimioterapia, radioterapia, cirurgia). “Se conseguirmos economizar essa verba, poderemos investir mais na saúde evitando que as pessoas tenham o câncer.”, complementa o especialista.

“Fiquei muito satisfeito com o atendimento no Hospital de Base, foi excelente. Fiquei até acanhado com tanta presteza e atenção. Fiz o exame e agora estou sendo acompanhado pelos médicos. Graças a Deus, o resultado deu negativo”, conta Sebastião de Oliveira, 72.

Para a paciente Maria Tereza de Carvalho, 61, o trabalho de prevenção é extremamente importante e se sente muito satisfeita por poder contar com o atendimento. “A equipe passou na minha casa, fez o cadastro e entregou os coletores. Fiz a primeira coleta e falta mais uma. Ainda estou em processo de verificação. Gostei muito da iniciativa e do atendimento”, destaca.

A metodologia usada no Brasil onde se procura pacientes sadios na faixa etária adequada é inédita. “O nosso trabalho é elogiado pelos parceiros e pela Universidade de Tóquio no Japão como sendo o programa pioneiro. Não existe nenhuma outra rede no mundo que usa a metodologia e o alcance junto com a Atenção Primária como fazemos no Brasil”, destaca Maurício. O diferencial do programa é que ele impede que o aparecimento do câncer antes de desenvolver.

Exame – o usuário ao procurar a sua equipe de saúde recebe um kit que leva pra casa e recolhe as fezes em duas amostras. Ao retornar à unidade básica, os servidores encaminham para o laboratório responsável. Se o teste for positivo para o câncer colorretal, o Hospital de Base entrará em contato, uma vez que a unidade de saúde conta com um aparelho moderno de colonoscopia, para fazer um exame mais detalhado e caso seja detectada alguma alteração, o paciente será atendido por um especialista em Proctologia.

Fácil prevenção – a diferença deste tipo de câncer é que ele é de fácil prevenção. Segundo especialistas, primeiro surgem os adenomas, que são lesões benignas, e até que eles venham a se tornar um tumor maligno, demora de 10 a 15 anos. Então, quando descoberto ainda na fase assintomática, as chances de cura são altas. O tumor em estágio um tem 90% de chance de cura. Já no estágio quatro, o percentual cai para 10%.

A proposta inicial do programa é realizar o teste de sangue oculto nas fezes em toda a população do Gama com idade entre 50 e 75 anos, um total de 25 mil pessoas. O câncer atinge 13 milhões de pessoas por ano no mundo. Destes, 10% são colorretal. Em 2014, ele ficou atrás apenas do câncer de mama em mulheres e dos cânceres de pulmão e próstata em homens. A faixa etária de risco para o câncer colorretal é a partir dos 50 anos de idade.

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