Governo do Distrito Federal
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28/02/19 às 17h46 - Atualizado em 28/02/19 às 17h47

Projeto de arteterapia ajuda mães de bebês internados no Hospital da Região Leste

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Atividades proporcionam descontração, relaxamento e troca de experiências

 

As mulheres que estão com bebês internados na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal (Ucin) do Hospital da Região Leste, no Paranoá, puderam viver uma experiência diferenciada nos últimos meses. Uma vez por semana, todas as mamães eram convidadas a participar das Oficinas Expressivas e, por duas horas, conseguiam cuidar um pouco mais de si mesmas. Entre os resultados visíveis, constatou-se a melhora do humor e do ânimo dessas mães, e, por consequência, dos seus bebês.

 

“O estado de estresse ou de alegria das mães influência na saúde dos bebês, pois, as emoções são transmitidas através dos hormônios que vão parar no leite materno, como ocorre quando a mulher está feliz e libera a ocitocina, o hormônio do amor”, argumenta a médica Cristina Rolim.

 

Todas as quintas-feiras, a arteterapeuta Amara Hurtado coordena as dinâmicas que focam no relaxamento e no autoconhecimento. Ela conta que, em média, seis mulheres participam do evento. Nesta quinta-feira (28), aconteceu a última atividade prevista no hospital.

 

ACOLHIMENTO – “Acredito que a ação faz a diferença, nesse momento de muita incerteza e ansiedade. Ficar morando no hospital não é nada bom. Eu sei que a arte, o fato de ter um momento para si e se sentir acolhida faz toda a diferença”, acredita a arteterapeuta.

 

Amara explica que desenvolve técnicas de relaxamento, meditação, respiração, dinâmicas de interação em um espaço lúdico que permite a troca de informações através do uso da arte. “Elas se sentem acolhidas. Relatam como é bom ter um espaço de escuta, relaxamento e criatividade. Ficam à vontade para falarem do que estão vivendo, suas preocupações e inspirações para quando saírem dali. Quando as mães participam mais de uma vez e entendem a proposta a partir da vivência, elas ficam aguardando minha chegada e dizem – que bom que tem essa atividade hoje”.

 

A arteterapeuta relata que as mães demonstram muita ansiedade, tédio, impaciência, irritação e até sentimento de culpa. E, ao mesmo tempo, expressam alegria, conquistas e vitórias. “É um momento de tensão para elas. Muitas não sabem quando irão para casa e isso causa angústia. Algumas se sentem culpadas pelo bebê precisar de atendimento na Ucin. Outras, ficam impacientes porque estão preocupadas com os filhos que estão em casa ou com o marido, ou com a casa”.

 

São realizados, no HRL, em média, 216 partos por mês, normais e cesarianas. E, na atenção ao recém-nascido, o hospital conta com uma Unidade de Cuidados Neonatais, composta por 15 leitos. Dependendo do estado de saúde dos bebês, alguns chegam a ficar meses no ambiente hospitalar.

 

Josiane Canterle, da Agência Saúde

Foto: Divulgação