Governo do Distrito Federal
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27/08/13 às 18h12 - Atualizado em 30/10/18 às 15h06

Quatro UPAs em funcionamento esvaziam emergências dos hospitais

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Cada unidade tem capacidade para atender 500 pessoas por dia

As quatro Unidades de Pronto Atendimento – UPA – em funcionamento no Distrito Federal têm capacidade para tirar, diariamente, cerca de duas mil pessoas das filas das emergências dos hospitais. Com a entrega de mais duas unidades até o fim do ano, três mil pacientes poderão ser tirados das portas dos pronto-socorros, todos os dias.

Atualmente o DF conta com UPAs no Núcleo Bandeirante, São Sebastião, Recanto das Emas e Samambaia. As unidades de Ceilândia e Sobradinho têm previsão de entrega até dezembro.

Com elevada taxa de resolutividade, pois absorvem e resolvem mais de 90% dos casos, as UPAs oferecem atendimento em Clínica Médica e Pediatria. Praticamente todo usuário que chega a uma unidade consegue resolver, ali mesmo, seu problema de saúde.

Dotadas de equipamentos para radiografia, exames emergenciais e profissionais capacitados, o pronto-atendimento é feito sem necessidade de encaminhamento para um hospital da rede.

A escala de profissionais prevê a presença de quatro médicos por turno. Segundo o coordenador da UPA do Núcleo Bandeirante, médico Fabiano Antunes Miquelante, as unidades são de “porta aberta”, não deixam de receber pacientes, nem mesmo quando a demanda está elevada, ou quando o caso não pode ser resolvido na unidade.

“Quando surge um caso cirúrgico, por exemplo, damos o primeiro atendimento, estabilizamos o paciente e providenciamos a remoção para um hospital da rede”, explica o coordenador. De acordo com ele, as segundas e terças-feiras são os dias de maior demanda na UPA, que funciona com 240 servidores em diversas áreas.

Já o atendimento geral obedece a priorização dos casos por meio da Classificação de Risco. “Os casos de maior gravidade são atendidos primeiro”, reforça Fabiano ao acrescentar que algumas reclamações em relação à demora são decorrentes da baixa gravidade apresentada pelo usuário.

Rapidez

O mestre de obras Jairo Lopes da Silva levou o filho, Saul, de 11 anos, à UPA do Recanto das Emas. O menino estava tossindo muito. Jairo conta que o atendimento foi rápido. “Fizeram um raio X e constataram que não era bronquite, mas que ele tinha um pouco de secreção. O Saul foi medicado e o atendimento muito bom”, atesta Jairo.

A estudante Amanda Camilla Araújo procurou atendimento na UPA de Samambaia depois de sofrer uma reação alérgica. De acordo com ela, o atendimento foi rápido e logo voltou para casa, depois de medicada. “Foi mais rápido do que se eu tivesse ido a um hospital”, afirma.

Recanto das Emas

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas completou o primeiro ano de funcionamento em julho, com a marca de mais de 145 mil atendimentos realizados.

Após a inauguração, a população do Recanto das Emas deixou de procurar atendimento de emergência em hospitais de outras regiões administrativas, como Ceilândia e Taguatinga.

No primeiro ano de funcionamento da unidade, foram realizadas 97.959 consultas clínicas, 32.973 consultas pediátricas e 2.708 consultas odontológicas. Outros 8.748 pacientes ficaram em observação, 1.713 precisaram de internação e 1.639 foram transferidos para outras unidades.

Transfusão

A equipe de enfermagem da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia recebeu capacitação para realizar transfusões de sangue em casos excepcionais, como o de paciente em estado grave.

O treinamento, promovido pela Agência Transfusional em parceria com funcionários da Fundação Hemocentro de Brasília (FHB), visa um pronto atendimento para pacientes que precisam ser estabilizados e que não têm condições de serem transferidos para o hospital.

Pelo protocolo, pacientes atendidos em uma UPA que precisam de transfusão de sangue ou algum hemocomponente, devem ser transferidos para algum hospital de referência – que no caso da UPA de Samambaia são os Hospitais Regionais de Samambaia e Taguatinga, além do Hospital de Base.

Agora o procedimento poderá ser realizado na própria unidade, mediante relatório médico, caso não haja vagas nos hospitais de referência ou em extrema urgência- quando o paciente precisar ser estabilizado antes da transferência.

A ideia é que, futuramente, o treinamento seja estendido também aos profissionais das UPAs do Núcleo Bandeirante, São Sebastião e Recanto das Emas, além do Hospital Regional do Guará.