Governo do Distrito Federal
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8/04/14 às 21h08 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

Reação alérgica pode causar choque anafilático

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Profissionais orientam a procurar o serviço médico imediatamente

A 1ª Semana de Alergia do Distrito Federal traz como tema a “Anafilaxia – Quando as alergias podem ser graves e fatais”. A anafilaxia compreende a reação anafilática que é a forma mais grave de manifestação alérgica e pode levar a óbito. Neste caso, está relacionada a alterações cutaneomucosas, respiratórias, gastrintestinais e cardiovasculares, que surgem cerca de minutos a horas após o contato com o agente causador da alergia, chamada de alérgeno.

Marta Guidacci, coordenadora do Programa de Alergia do DF, destaca que o tema segue à orientação da Semana Mundial da Alergia 2014 determinada pela Conferência Internacional da Organização Mundial de Alergia. “Esse é um evento mundial que canaliza esforços para disseminar informações sobre anafilaxia e a importância da compreensão sobre suas causas, fatores de risco, tratamento, gestão e prevenção. Todas as nossas unidades de alergia estarão realizando palestras educativas e atividades”, afirmou.

A coordenadora destaca que os agentes causadores da alergia são diversos. “Os mais comuns são os venenos de insetos (formiga, abelha), alimentos (frutos do mar, amendoim, ovo) e medicamentos como os antibióticos, anti-inflamatórios, analgésicos, anestésicos, e contraste radiológico”, afirmou. Após o contato com o alérgeno, os sintomas mais comuns são o formigamento, dificuldade de respirar, inchaço nos lábios, língua ou garganta e urticária. Uma das substâncias responsáveis por esses processos no corpo é a histamina.

Na reação anafilática, os vasos sanguíneos deixam vazar líquido para a área circunvizinha. Como resultado, sua pressão arterial pode cair abruptamente. Como diminui o fluxo sanguíneo, menos oxigênio atinge o cérebro e outros órgãos vitais. Como esses órgãos não podem mais funcionar bem, seu corpo entra em estado de choque. Ela ainda pode apresentar a fase tardia ou bifásica da anafilaxia que ocorre horas após a primeira manifestação, sem que tenha havido nova exposição ao agente causador.

Em caso de reação alérgica, o paciente deve ir ou ser encaminhado imediatamente a uma unidade de saúde que tenha atendimento emergencial. O tratamento tem que ser imediato para que a situação de choque seja evitada. Guidacci ainda recomenda que a pessoa alérgica precisa ter consigo informações com orientações sobre as alergias que possui. “Nós indicamos até um bracelete, caso aconteça algo com ela na rua. Quem socorrer já poderá ter uma indicação do problema”, afirmou.

O paciente poderá buscar ajuda na rede pública para consulta e tratamento de alergia. Ele poderá descobrir quais as substancias que causam reação alérgica e, assim, evitar os agentes. O encaminhamento é dado pelo centro de saúde. São onze unidades de tratamento da alergia – HBDF, HRAN, HMIB, Hospital da Criança, HRGuará, HRSobradinho, Centro de Saúde nº 01 do Paranoá, Centro de Saúde nº 01 do Recanto das Emas, Núcleo de Assistência à Família em Brazlândia e Hospital Universitário de Brasília (HUB).

Cuidados

-A prevenção é a melhor opção. Procure orientação profissional para realização de consulta e exames para descartar as alergias.
-O médico poderá prescrever “kits” de tratamento que devem estar sempre à mão e em casa, em local fixo e de fácil acesso.
-Usar bracelete ou colar que informe sobre sua alergia e diga o que fazer em caso de emergência. Deixe seus amigos e colegas de trabalho cientes sobre esses procedimentos.
– Evite alimentos, substâncias químicas, drogas e outras substâncias que já causaram reações alérgicas em você. Por exemplo, se o camarão provoca em você alergia, não coma camarão (sob qualquer forma), independente da quantidade. A alergia é diferente da intolerância.
– Informe o seu médico e dentista sobre qualquer alergia a drogas que você tenha, antes que eles prescrevam alguma medicação.
– Cheque os rótulos dos remédios e dos alimentos, eles podem conter as substâncias que você é alérgico.

Por Érika Bragança, da Agência Saúde DF
Atendimento à imprensa:
(61)3348-2547/2539 e 9862-9226

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