Governo do Distrito Federal
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25/10/12 às 17h53 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

Rede Feminina atende a pacientes com câncer

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Ajudar. Esta é a palavra de ordem da Rede Feminina de Combate ao Câncer – uma Organização Não Governamental (ONG), que atende a pacientes e famílias no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Atuando em Brasília desde 1996, a Rede distribui cestas básicas, lanches, remédios, roupas, fraldas descartáveis e acessórios – além de atendimento psicológico aos necessitados. São 80 voluntários no HBDF, outros 40 em atendimentos externos, mais 300 sócios contribuintes. “É uma organização séria, que merece todo o nosso apoio. Sentimo-nos honrados em poder incentivar as atividades desenvolvidas pela ONG nas dependências deste Hospital”, disse o diretor-geral do HBDF, Julival Ribeiro.

Para ajudar a manter os projetos assistenciais – inclusive com distribuição de cadeiras de rodas, bengalas, seios postiços e passagens de ônibus – existe um bazar beneficente, que vende produtos doados ou fabricados pelos voluntários, familiares e pelos próprios pacientes. Para a confecção de colares, chaveiros e brincos, os pacientes e acompanhantes recebem aulas e têm acompanhamento especializado até o término do produto que vai para as prateleiras. “A oficina faz com que o paciente se distraia e deixe de pensar um pouco na doença”, diz a coordenadora dos trabalhos da Rede Feminina, Vera Lúcia Bezerra.

A Kombi Juju

Com dinheiro de voluntários, a Rede comprou uma Kombi. Um sonho antigo, por isso os colaboradores deram o nome de “Juju” ao veículo. Com ele, pacientes e familiares são transportados por todos os cantos do DF. “Existe um programa do Governo do Distrito Federal de passe livre aos doentes com câncer, mas até reunirmos toda a documentação necessária e a carteirinha ser liberada pelo DFTrans, levamos e buscamos o paciente em casa”, disse Vera. São dois projetos da Rede nessa ação: o Passe Livre (formaliza o processo com a junção de documentos necessários no DFTrans) e Caminho Solidário (leva e traz paciente ou fornece passagens diárias, durante os tratamentos de radioterapia e quimioterapia).

Para ajudar no bem estar dos pacientes, a Rede Feminina fornece touca, chinelos, calcinha, absorvente, sabonete, e desodorante. Esses kits, assim como as demais ajudas, têm custo zero ao internado. Também são doados medicamentos da “farmacinha” aos acompanhantes e pacientes. A dona de casa Vera Lúcia dos Santos Lima, por exemplo, moradora de Céu Azul (município de Valparaizo/GO) recebe cesta básica e pomada para aliviar as dores da radioterapia. “Sem a ajuda da Rede Feminina aqui do Hospital de Base não sei como eu faria. Não consigo mais trabalhar e esse apoio é fundamental neste momento difícil”, disse a paciente.

Leitura no HBDF

Outro projeto em execução no Hospital de Base é o Cantinho da Leitura. Colaboradores da Rede doam livros e revistas que são oferecidos em três pontos distintos para distribuição. “Melhor o paciente viajar no mundo das letras do que se enterrar na depressão”, ensinou Vera Lúcia. Também em número de três são os bebedouros de água filtrada espalhados pelo ambulatório. “Só não fornecemos os copos descartáveis. Tem até o aviso nos bebedouros para trazer a garrafinha de casa”, disse a coordenadora.

A psicóloga Ana Paula Soares Fernandes disse que a ajuda da Rede vai muito além do que se vê. “Damos o ombro amigo a pacientes em tratamento ambulatorial ou internados na Enfermaria. Esse acompanhamento psicológico é muito importante. Além disso, quando a paciente recebe alta e vai para casa, leva a prótese mamária para ajudar na autoestima”. As próteses são confeccionadas por voluntárias. “Distribuímos cerca de três mil por ano”, completou Vera Lúcia. Outra atividade da Rede em prol da autoestima dos internados é o salão de beleza móvel. “Nossos colaboradores dessa área de atuação profissional cortam cabelo, fazem barba e pintam unhas”, disse a coordenadora.

Outra ação às pessoas com câncer são as informações importantes. A Rede Feminina elaborou uma cartilha com todos os sintomas da doença, do tratamento, os programas assistenciais do governo e dicas para se buscar uma melhor qualidade de vida, durante e após o tratamento – que é muito agressivo ao paciente.

Além da distribuição das cestas básicas – hoje são 230 por mês –, a Rede Feminina fornece alimentação complementar aos acompanhantes. “Preparamos 100 lanches à tarde, sempre às 16h. Distribuímos a merenda em um local arborizado, longe do sofrimento do paciente, mas no contexto hospitalar. Também oferecemos lanches no ambulatório aos pacientes que esperam atendimento. São 100 unidades pela manhã e outras 100 à tarde. Tudo embalado corretamente, obedecendo às normas técnicas de higiene. A direção do HBDF nos apoia em todas as ações”, finalizou Vera Lúcia.