Governo do Distrito Federal
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15/05/20 às 15h29 - Atualizado em 15/05/20 às 20h18

Refeitório do HRG ganha barreira de proteção e isolamento nas mesas

Equipamento foi desenvolvido para evitar o contato entre os servidores

 

Em tempos de coronavírus, manter o distanciamento social é importante para evitar a disseminação do vírus entre indivíduos. Pensando nisso, a nutricionista Maria Rosa Cruzeiro, que atua no Núcleo de Nutrição do Hospital Regional do Gama, adaptou, com a ajuda do marido, um equipamento para que os servidores pudessem fazer as refeições no mesmo ambiente e com segurança. O modelo é semelhante aos que hoje são utilizados nos supermercados, que protege os funcionários de contato com os clientes. Na engenhoca adaptada, e que está sendo usada no HRG, canos de PVC foram colocados sobre mesa com divisórias isolando cada servidor durante as refeições.

 

O protótipo é dividido em quatro partes. A gerente de nutrição da Secretaria de Saúde, Carolina Gama, aprovou a iniciativa e autorizou o uso nas unidades que desejarem adotar o objeto. “Tivemos uma diminuição de quase 50% das mesas nos refeitórios para os servidores em escala, mesmo assim, a mesa comporta quatro pessoas. As divisórias evitarão esse contato próximo, inclusive quanto à respiração, pois pesquisas mostram que por ela é possível espalhar e exalar o vírus, mesmo que na fase assintomática”, declarou Gama.

 

O modelo usado como referência para a servidora é feito de plástico filme PVC e separava apenas duas pessoas. Maria Rosa, mesmo à distância, e há mais de 50 dias longe do marido, pediu ajuda e pensou com ele uma maneira de separar em quatro partes e sem utilizar o filme PVC. O produto não seria adequado para o local, pois teria que ser trocado a cada refeição, gerando custo e demora no atendimento. Assim, ela e o companheiro, que têm como hobby fazer reparos, chegaram à conclusão que seria mais adequada a utilização da peça em poliestireno, por conta da higienização, já acertada com a empresa que cuida do refeitório.

 

“Vi a iniciativa e percebi que era possível adequar à nossa realidade, pois, apesar de as mesas serem retiradas, o quantitativo de pessoal não mudou. Não tínhamos como diminuir as cadeiras porque trariam uma demora de horas para os servidores realizarem a sua refeição. Hoje, conseguimos chegar numa solução viável ao custo de R$80,00 reais cada estrutura. Para comprar o material, pedi ajuda para amigos e parentes e conseguimos fazer para todas as mesas”, afirmou.

 

O refeitório do HRG oferece mais de 490 refeições diariamente a servidores em escala e perdeu 36 lugares por conta das exigências sanitárias. Para ajudar ainda na possibilidade de contaminação, e na fila, o núcleo de nutrição ainda planeja estabelecer horários programados por grupos de setores.

 

“Não adianta diminuirmos o fluxo dentro do refeitório se lá fora a fila se instala e podem estar sujeitos à transmissão. A divisão por grupos de setores e horários é importante para evitar que sentem de forma aleatória, por exemplo, evitar o encontro do colega da pediatria internação com o colega do pronto-socorro”, ressaltou.

 

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Texto: Érika Bragança, da Agência Saúde

Fotos: Divulgação/SES