Governo do Distrito Federal
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21/05/19 às 10h04 - Atualizado em 21/05/19 às 19h15

Região Sul amplia acompanhamento a beneficiários do Bolsa Família

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Em um ano, quantidade subiu de 35,86% para 92,7%

 

A Região de Saúde Sul, que engloba Gama e Santa Maria, ampliou o índice de acompanhamento feito aos beneficiários do Bolsa Família. Em um espaço de tempo de um ano, a quantidade subiu de 35,86%, no segundo semestre de 2017, para 92,7%, no mesmo período de 2018. Os dados foram compilados neste ano.

 

Do total de 12.094 beneficiários moradores desta região, 11.211 (92,7%) são acompanhados pela Secretaria de Saúde. A iniciativa resume-se em incentivar os profissionais das unidades básicas de saúde (UBS) a ter um olhar mais atento a esses pacientes, com trabalho em grupo, criatividade e ações programadas.

 

Segundo a coordenadora do programa Bolsa Família da Região de Saúde Sul, Iracy Gomes, que iniciou o projeto, o aumento no acompanhamento foi possível depois de mapeadas as dificuldades dos servidores. “Eles falavam que não tinham capacitação e não havia um trabalho em equipe. Fiz o projeto com base nessas dificuldades e, conforme melhorava o desempenho, eles eram premiados, seja com produtos do comércio local, que são colaboradores nossos, até bolsas de pós-graduação”, conta.

 

CAPACITAÇÃO – “No ano passado, capacitamos quase um mil servidores na agenda do programa Bolsa Família, incluindo todas as categorias, de médicos a agentes comunitários de saúde. Foi um ano em que a capacitação foi muito intensiva”, ressalta Aline Couto, gerente de Atenção à Saúde de Populações Vulneráveis e Programas Específicos (Gaspvp) da Secretaria de Saúde.

 

Outros pontos que contribuíram para a ampliação dos acompanhamentos foram as mudanças na plataforma do Bolsa Família, onde os dados dos prontuários dos pacientes do DF migraram, com mais facilidade, para o banco de dados do sistema federal; e a expansão da cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF), que subiu para até 65% no fim de 2018.

 

“Quando se faz o acompanhamento regular das famílias mais vulneráveis, pode-se melhorar outros índices em conjunto, como o de amamentação, o aumento no número de consultas, de pré-natais, desnutrição e obesidade”, pontua Couto.

 

AVALIAÇÕES – Além de aferir os dados obrigatórios de crianças de até sete anos de idade e mulheres de 14 a 44 anos, a intenção é que todos os membros da família passem por avaliações constantes relacionadas a temas diversos, como gravidez, saúde bucal e planejamento familiar.

 

Os cuidados vão além da manipulação de remédios ou de uma consulta médica. Eles podem começar com uma conversa mais descontraída, um diálogo aberto que, muitas vezes, o paciente não teria em casa.

 

“Estabelecer vínculo entre profissionais e pacientes é essencial. Um passo importante para isso foi quebrar o preconceito com o Bolsa Família. Mostrar que os atendidos são famílias carentes que precisam de um olhar diferenciado. Um grande sucesso foi conseguirmos impregnar essa ideia entre os servidores”, explica Iracy Gomes.

 

BOLSA FAMÍLIA – O programa foi criado pelo governo federal por meio da Lei n° 10.836, de 9 de janeiro de 2004, para contribuir com o combate à pobreza e à desigualdade social, via transferência de renda condicionada ao cumprimento de compromissos ligados à educação, à saúde e à assistência social.

 

 

Leandro Cipriano, da Agência Saúde

Foto: Tony Winston/Arquivo Agência Brasília.

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