Governo do Distrito Federal
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27/06/19 às 9h09 - Atualizado em 27/06/19 às 9h13

Risco de queimaduras aumenta durante as festas juninas

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Hospital Regional da Asa Norte é referência neste tipo de atendimento

 

As tradicionais festas juninas estão a todo vapor e, nos próximos dias, chegam as férias escolares. Apesar de muito divertida, esta época do ano também demanda alguns cuidados, em especial, para as crianças. É quando aumentam as chances de acidentes com queimaduras, a quarta maior causa de morte entre os pequenos.

 

Os casos de acidentes com fogos de artifício aumentam em 90% nessas ocasiões. No Hospital Regional da Asa Norte (Hran), onde há uma Unidade de Queimados de referência, chegam dez casos diários de queimaduras. No ambulatório, a demanda é de 250 pacientes por semana.

 

Nos últimos dias, o estudante Moisés Pereira dos Santos Júnior, 11 anos, entrou na estatística, quando um vizinho enrolou uma bombinha em um pedaço de papel e jogou em direção ao local onde ele brincava com as irmãs.

 

“Ele foi curioso e mexeu no pacote. Acabou estourando na mão dele”, conta a mãe, Leodiane Pereira. O menino chegou em casa assustado e com a mão sangrando. A mãe fez a primeira lavagem e correu para o Hospital Regional do Guará (HRGu). De lá, foram encaminhados para a Unidade de Queimados do Hran.

 

ACIDENTES – Na unidade, 50% dos pacientes internados na Ala de Queimados são crianças. “A maioria dos acidentes acontece em casa e é provocada por líquidos quentes, inflamáveis e por chama quente”, enumera o chefe da unidade, José Adorno. Em 80% dos casos, o acidente poderia ser evitado com precauções simples.

 

“Por isso, é importante trabalharmos a prevenção e as crianças precisam ser protagonistas. Precisamos usar a Estratégia Saúde da Família (ESF) para repassar as orientações; e também o Programa Saúde nas Escolas, incluindo os acidentes domésticos na grade curricular”, sugere Adorno.

 

Ele ressalta que, além da dor provocada pelo ferimento decorrente da queimadura, há outras questões envolvidas, como as sequelas, a necessidade de fisioterapia, o tempo de internação, o risco de infecções e a questão estética. “As crianças, principalmente, podem sofrer bulliyng pelo aspecto que a queimadura causa”, destaca.

 

 

JUNHO LARANJA – Este mês é dedicado à conscientização para prevenir acidentes com queimaduras, uma campanha promovida pela Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ).

 

Segundo José Adorno, há duas linhas de prevenção. A primeira ensina como não se queimar. E a segunda treina a maneira correta de socorrer uma vítima de queimadura.

 

“O primeiro passo é lavar o local da queimadura em água corrente. Depois, cobrir com um pano limpo e procurar o pronto-socorro mais próximo. Pedimos que não coloque produto nenhum em cima, como creme dental e pasta d’água, pois dificulta o atendimento”, alerta Adorno.

 

Ele explica, ainda, que, no caso de uma pessoa estar em chamas, o ideal é se jogar no chão e rolar. “Em caso de choque elétrico, se o socorro for imediato, deve-se entregar algo isolante para a pessoa segurar”, orienta.

 

 

Alline Martins, da Agência Saúde

Fotos: Mariana Raphael/Saúde-DF

Arte: Danielle Freire/Saúde-DF

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