Governo do Distrito Federal
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17/06/20 às 10h15 - Atualizado em 17/06/20 às 10h35

Samu recebeu mais de 321 mil ligações em cinco meses

Serviços resultaram em 319.235 atendimentos pré-hospitalares e 1.831 transferências inter-hospitalares

 

LEANDRO CIPRIANO, DA AGÊNCIA SAÚDE

 

Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

Uma ligação para os reguladores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pode salvar vidas. Cada vez que um dos servidores atende o telefone, isso pode resultar em alguém sendo resgatado de um afogamento ou socorrido após um infarto, ou até mesmo um paciente ser transportado para o hospital mais próximo.

 

A importância desse serviço pode ser mensurada em números. O Samu já recebeu 321.066 ligações nos primeiros cinco meses deste ano. Desse total, 319.235 ligações resultaram em atendimentos pré-hospitalares (APHs), com uma média de seis mil envios de viaturas por mês. Enquanto os 1.831 restantes foram transferências inter-hospitalares feitas às urgências e emergências por ambulâncias e o helicóptero, entre janeiro e maio.

 

Segundo o diretor do Samu, Alexandre Garcia, a quantidade de ligações recebidas mostra que, mesmo em tempos de pandemia, os serviços não pararam.

 

“Nesses primeiros cinco meses, tivemos em torno de 64 mil ligações mensais, enquanto nossa média já chegou a 75 mil. Como as pessoas estão em isolamento social, isso reduziu o número de acidentes fora de casa, bares fecharam e crianças não pegaram gripe devido ao fechamento das escolas”, informa Alexandre Garcia.

 

Contudo, o gestor destaca que a quantidade de transferências inter-hospitalares tem aumentado nos últimos meses, principalmente depois que a Secretaria de Saúde abriu mais leitos para atender pacientes com Covid-19 no Distrito Federal. O ano começou com 342 transportes feitos, mas aumentou para 449 em maio, 64 deles somente para atender casos de coronavírus.

 

“Com a abertura de mais leitos para coronavírus, temos feito muito mais transportes de pacientes do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) para o hospital de campanha no Mané Garrincha, e também para os hospitais privados que abriram vagas de UTI exclusivas para Covid-19 por meio de contratos com a Secretaria de Saúde”, explica o diretor do Samu.

 

TROTES – Nos primeiros cinco meses deste ano, dentre as mais de 321 mil ligações recebidas pelo serviço, 9.728 foram trotes. Contudo, a quantidade reduziu em 63% quando comparada ao mesmo período do ano passado, que registrou 26.223 trotes.

 

Para Alexandre Garcia, a redução significa que a população tem, cada vez mais, tomado consciência sobre a importância do serviço. Com os prejuízos causados pela pandemia, o gestor também acredita que a sociedade tem se dado mais conta sobre os perigos que um trote pode causar ao atendimento.

 

“A valorização do servidor e a sensibilização da população sobre a importância do Samu nesse período também podem ter impactado para reduzir a quantidade de trotes, além da educação cidadã que temos feito para orientar crianças, jovens e adultos”, ressalta o diretor.

 

Em boa parte dos casos, a equipe do Samu consegue identificar o trote antes do deslocamento de equipe. Inicialmente, pelos técnicos auxiliares de regulação médica, quando as informações passadas pelo solicitante não são coerentes, como endereço inconsistente. E também pelos médicos, quando há incoerência da queixa clínica, a vítima não se encontra no local e faltam informações sobre o solicitante.

 

Quando esses filtros não são suficientes, a viatura acaba se deslocando para uma ocorrência com vítima inexistente, identificando o trote apenas na chegada ao local. Além de tirar a vez de quem realmente precisa, ainda há o gasto desnecessário do recurso público.

 

PASSADO – Em todo o ano de 2019, o Samu recebeu 863.980 ligações, das quais 280.530 foram repassadas aos médicos reguladores. Desse total, foram enviados recursos a 87.140 atendimentos, desde helicóptero, passando por unidades de suporte avançado e básico, até motolâncias. Também foram realizadas 5.744 transferências inter-hospitalares.