Governo do Distrito Federal
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26/05/14 às 21h41 - Atualizado em 30/10/18 às 15h11

Saúde alerta para o Glaucoma

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Consulta com oftalmologista e tratamento adequado podem evitar a perda visual

Em 26 de maio comemora-se o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) aproveita a data para orientar a população sobre os fatores de risco e medidas preventivas no combate à doença.

O glaucoma é causado principalmente pela elevação da pressão intraocular, o que provoca lesões no nervo ótico e, consequentemente, o comprometimento da visão. Se não for tratado adequadamente pode levar à cegueira.

Dados da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SOB) estimam que no Brasil existam cerca de 1 milhão de pessoas portadoras de glaucoma, embora o número deva ser bem mais elevado, uma vez que calcula-se que 50% dos portadores ignoram a doença.

Há vários tipos de glaucoma. O crônico simples, ou de ângulo aberto, incide em pessoas acima de 40 anos e pode ser assintomático. O glaucoma de ângulo fechado tem como principal característica o aumento súbito de pressão intraocular. O congênito (forma mais rara) acomete os recém-nascidos e o secundário é decorrente de enfermidades como diabetes, uveítes, cataratas, entre outros.

De acordo com o oftalmologista da SES/DF, Edney de Resende, pessoas com histórico familiar de glaucoma têm cerca de 6% de chance de desenvolver a doença.“Diabéticos e a população negra são mais propensos ao do tipo ângulo aberto. Os asiáticos têm maior tendência a desenvolver o de ângulo fechado”, afirma.

Glaucomas atingem cerca de 1% das pessoas entre 43 e 54 anos; 2,1% entre 54 e 75; e 4,7% acima de 75 anos. Mais de 90% dos casos são do tipo ângulo aberto.

A maioria dos casos não apresenta sintoma algum, apenas quando a doença já está em fase avançada. “Por outro lado, há situações em que paciente pode apresentar dor, olho vermelho e halo de luz em volta das lâmpadas. Enquanto o glaucoma pode ou não ter sintomas distintos, uma complicação quase inevitável é a perda visual, que atinge, inicialmente, a visão periférica. No começo, ocorre de forma sutil e pode não ser percebida pelo paciente”, alerta o médico.

Perdas moderadas a severas podem ser notadas pelo paciente ao realizar exames da visão periférica. “Isso pode ser feito com um dos olhos fechados. Com o outro aberto, examinar todos os quatro cantos do campo visual, observar claridade e acuidade (capacidade de enxergar uma letra projetada a uma distância de 6 metros) e repetir esse processo com o olho que estava fechado”, explica Edney.

Frequentemente o paciente não nota a perda de visão até vivenciar a “visão tunelada”(perda da visão periférica com conservação da visão central, o que transmite ao paciente a impressão de enxergar no interior de um túnel). “Se a doença não for tratada, o campo visual se estreita cada vez mais, o que leva ao obscurecimento da visão central e, por fim, à cegueira do olho afetado”, acrescenta.

Hoje o glaucoma é a principal causa de cegueira não recuperável no mundo. “Esperar pelos sintomas de perda visual não é o ideal que, apesar de ser irreversível, pode ser prevenida ou atrasada por tratamento”, diz o oftalmologista.

O médico orienta a população em geral e principalmente as pessoas com risco de desenvolver a doença, em especial idosos e diabéticos, a realizarem consultas oftalmológicas rotineiramente, mesmo sem apresentarem os sintomas.

Emergência Oftalmológica
Os Hospitais Regionais da Asa Norte (HRAN), do Gama (HRG), de Taguatinga (HRT) e do Hospital de Base (HBDF) contam com pronto-socorro em Oftalmologia. O serviço atende pacientes que apresentam queimaduras químicas e térmicas, perfurações oculares, conjuntivites, úlceras de córnea, glaucoma agudo, traumas oculares e uveítes – inflamação intra-ocular que compromete total ou parcialmente a íris, o corpo ciliar e a coróide (o conjunto dos três forma a úvea). Além disso, são realizados procedimentos cirúrgicos como suturas de córnea, retirada de corpo estranho, evisceração e transplante de córnea.

No HRAN, o serviço teve início em outubro de 2013 e o horário de funcionamento foi ampliado para 24h, todos os dias. No HRG, o serviço foi inaugurado em fevereiro de 2013 e atende das 7h às 19h, diariamente. No HBDF e no HRT o serviço ocorre 24h, todos os dias.

Patrícia Kavamoto, da Agência Saúde DF

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