Governo do Distrito Federal
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29/05/20 às 7h20 - Atualizado em 29/05/20 às 15h50

Saúde alerta população sobre fake news em relação aos EPIs

 

Material mostrado em vídeo não foi comprado ou recebido em doação pela pasta, muito menos repassado para servidores

 

DA AGÊNCIA SAÚDE

 

Fotos: Breno Esaki/Agência Saúde

A Secretaria de Saúde alerta a população do Distrito Federal sobre a desinformação e as fake news transmitidas em um vídeo divulgado recentemente por veículos de comunicação locais, questionando a qualidade dos equipamentos de proteção individuais (EPIs) fornecidos pela pasta aos profissionais que atuam no combate ao novo coronavírus.

 

Nenhuma das máscaras do modelo N95 mostrada no vídeo foi comprada pela Secretaria de Saúde, ou mesmo doada à pasta. Muito menos repassada aos servidores da rede pública de saúde do DF. Em nenhum momento da gravação divulgada foi informado que o material apresentado foi entregue na rede local.

 

Todas as máscaras N95 adquiridas pela Secretaria de Saúde durante a pandemia são da cor branca, diferente das apresentadas no vídeo, que são azuis.

 

Além disso, as distribuídas pela pasta apresentam as camadas interna, externa e um elemento filtrante, para garantir a segurança dos profissionais de saúde. Dessa forma, é impossível que servidores de algum hospital público do Distrito Federal tenham  recebido as falsas pela Secretaria de Saúde, caso isso realmente tenha ocorrido aqui.

 

FLUXO – As máscaras N95, compradas ou recebidas em doação, passam por um processo sistemático de avaliação para garantir que atendam às normas técnicas vigentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

Todos os EPIs recebidos têm suas amostras avaliadas por duas áreas da Secretaria de Saúde: a Gerência de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho ou a Gerência de Armazenamento e Distribuição de Materiais Médico Hospitalares e de Odontologia.

 

Somente depois de aprovados, são distribuídos pela Diretoria de Logística da pasta para os hospitais e unidades de saúde da rede.

 

“Assim que os EPIs chegam ao almoxarifado central, os gestores da unidade entram em contato pedindo nossa presença para avaliação. No caso das máscaras, pegamos amostras e cortamos na hora para confirmar o número de camadas, a presença dos elementos filtrantes, fotografamos e guardamos as amostras. Muitas vezes ainda utilizamos as amostras por dias, antes da aprovação, para analisar a interação desse equipamento com a face do usuário”, explica o gerente de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho, Ricardo Theotônio.

 

Nos processos de compra, os materiais ainda são analisados em duas ocasiões. Na proposta e na entrega e, muitas vezes, descartando lotes inteiros devido as não conformidades encontradas. “Não sei se recebemos apenas um seguimento do vídeo, mas no trecho divulgado não notei qualquer referência entre as máscaras falsas e a Secretaria de Saúde”, alertou o gerente.

 

Ainda sobre o vídeo, o gestor fez mais ponderações: “De todo jeito, é uma desinformação e um desserviço para os servidores e a população do DF”, ressaltou.

 

Arte: Érick Alves/Agência Saúde