Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
21/05/19 às 17h56 - Atualizado em 21/05/19 às 18h44

Método de atendimento de infarto na rede do DF é apresentado em fórum de inovação

COMPARTILHAR

 

Evento nacional é voltado a doenças cardiovasculares

 

A tecnologia digital do projeto Sprint, usada pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal para auxiliar no atendimento dos casos de suspeita de infarto agudo do miocárdio, foi apresentada, nesta terça-feira (21), a especialistas da área durante o XI Fórum Nacional de Inovação Tecnológica em Saúde no Brasil, cuja temática foram as doenças cardiovasculares.

 

Por meio de um aplicativo instalado em um tablet, hospitais regionais e unidades de pronto atendimento (UPAs) foram integradas, desde fevereiro deste ano, aos hospitais regionais de Taguatinga e do Gama, referências cardiológicas da rede pública de saúde, e ao Instituto de Cardiologia e o Hospital de Base, que são centros de hemodinâmica (ramo da fisiologia que estuda a circulação do sangue).

 

“Quando chega um paciente com um infarto, os clínicos usam o tablet para se orientarem com os especialistas e melhorarem a forma de atender”, destacou Rosana Costa, médica e membro do Colegiado de Cardiologia da Secretaria de Saúde do DF.

 

O dispositivo permite a comunicação entre as equipes médicas, com a possibilidade de discussão do caso clínico e, ainda, uma segunda opinião, tudo em tempo real. Cada unidade já recebeu um tablet, em que o médico que atende o paciente com suspeita de infarto preenche um questionário para obter dados essenciais à avaliação e escolha da melhor opção terapêutica.

 

Segundo Rosana Costa, tem sido feito o treinamento de todos os médicos que atuam nas unidades de emergência da Secretaria de Saúde. “Com isso, pretendemos diminuir o delay que existia. Antes, o médico ficava inseguro, não usava o remédio e queria transferir o paciente para um cardiologista, e isso demorava horas. Agora, estamos implementando e já temos uma boa adesão. A ideia é reduzir a mortalidade dos pacientes com infarto no DF”, ressalta.

 

Nos 12 primeiros meses do projeto, realizado em parceria com as empresas Boehriger e ALLM, não haverá qualquer custo para a Secretaria de Saúde. Ao final do período, a pasta avaliará os resultados e, se forem positivos, a metodologia será implantada, definitivamente, na rede pública de saúde.

 

DADOS – No Brasil e no mundo, a maior causa de mortalidade são as doenças cardiovasculares, principalmente, o infarto agudo do miocárdio. No Brasil, em 2017, foram registrados 383.961 casos e, em 2018, mais de 400 mil, segundo dados parciais da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), que tem o registro de mortes por minuto.

 

 

Leandro Cipriano, da Agência Saúde
Foto: Mariana Raphael/Saúde-DF