Governo do Distrito Federal
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29/12/17 às 20h17 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Saúde confirma primeiro caso de febre amarela contraída no DF

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Outras duas ocorrências neste ano foram de pessoas infectadas fora de Brasília

BRASÍLIA (29/12/2017) – A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) confirmou, nesta sexta-feira (29), que um homem de 43 anos, morador do Sudoeste, morreu em novembro deste ano após ter contraído febre amarela. Ao todo, foram três casos de morte pela doença esse ano na região, sendo este o primeiro em que a vítima foi infectada no Distrito Federal.

“O caso que investigamos de suspeita de febre amarela se confirmou. É autóctone, ou seja, em pessoa residente do DF e que não deixou o Distrito Federal para viagem nos últimos 15 dias. Consequentemente, foi contraído dentro do território”, informou o subsecretário de Vigilância em Saúde, Marcus Quito, em coletiva de imprensa.

Subsecretário de Vigilância em Saúde, Marcus Quito

De acordo com ele, o paciente procurou atendimento médico em um hospital da rede particular em 17 de novembro. Dois dias depois, retornou com o quadro mais grave e foi internado. A investigação epidemiológica começou em 20 de novembro, com a notificação das autoridades sanitárias do DF.

O diagnóstico foi confirmado laboratorialmente em 21 de dezembro. De acordo com os resultados, a situação do paciente foi agravada devido a uma doença prévia que ele possuía, anemia falciforme. Apesar da vítima ter registro de vacinação contra a febre amarela, ele veio a óbito. Ainda assim, a vacina, majoritariamente, tem eficácia de 95 a 99%, ressaltou Marcus Quito.

“No caso específico, como em outros casos, é possível que a vacinação tenha contribuído para que ele não tivesse o acometimento de uma forma clássica e forte da febre amarela e, consequentemente, pode ter, num primeiro momento, protegido ele. Mas a doença de base [nessa situação, a anemia falciforme] contribuiu para que o quadro clínico se complicasse e ele, fatalmente, viesse a falecer”, explicou o subsecretário.

AÇÕES – Desde o momento da notificação, a Secretaria de Saúde tomou todas as medidas recomendadas pelo Ministério da Saúde, como ações de controle vetorial, aplicação de inseticidas, tratamento de focos com larvicida, investigação de campo para identificar e eliminar criadouros de mosquitos, e análise nos cenários de circulação da vítima.

Além disso, com o objetivo de amenizar o risco de propagação da doença no DF, a secretaria implementou ações como análise da situação dos residentes das áreas suspeitas e o chamado bloqueio vacinal, com 166 novas doses aplicadas no fim de semana subsequente ao óbito.

RECOMENDAÇÕES – Apesar do DF ser caracterizado como região de possível risco de disseminação da doença, o subsecretário de Vigilância em Saúde reforçou que não há necessidade de pânico.

“O que a população precisa é dar sua cota de contribuição, principalmente no sentido de tentar identificar onde tem reservatórios de mosquitos que transmitem não só a febre amarela, como dengue e outras arboviroses. Não há pânico, e sim a necessidade de exercer a cidadania e manter os lares seguros do mosquito”, comentou.

Ele também lembrou sobre a importância de administração da vacina, sobretudo em crianças. “Hoje, a nossa cobertura populacional, que é preconizada pelo Ministério da Saúde de crianças menores de um ano, é de 88,4%. Isso significa que os pais precisam procurar as unidades básicas de saúde para atualizar a situação vacinal das crianças que não receberam a dose”, destacou.

O subsecretário informou ainda que a pasta dispõe de estoque suficiente de vacina para cobrir a população e que, caso faltem doses, o Ministério de Saúde poderá ser acionado para o repasse.

Precisam ser imunizadas crianças a partir de nove meses e adultos de até 59 anos. Gestantes, mulheres que amamentam crianças de até seis meses, pessoas com imunossupressão e aquelas com mais de 60 anos só devem se vacinar mediante avaliação médica criteriosa. Assim como qualquer vacina ou medicamento, a dose pode causar eventos adversos, como febre, dor local, dor de cabeça e dores no corpo.

Para mais informações, a Vigilância Ambiental em Saúde pode ser acionada pelo número da ouvidoria 160 ou pelo telefone 99287-6635.

CASOS PASSADOS – Em 2000 houve o surto mais grave de febre amarela no Distrito Federal, com 40 registros — 38 deles de moradores de outras unidades federativas, mas diagnosticados no DF.

Em 2008, foram 13 diagnósticos da doença no DF. Após esse período, não houve mais infecção por febre amarela em residentes na capital federal. Em 2015, as regiões administrativas anotaram três pacientes procedentes de outras localidades, dos quais dois morreram.

Para mais informações sobre as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, acesse o hotsite Brasília contra o Aedes

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