Governo do Distrito Federal
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16/07/13 às 16h33 - Atualizado em 30/10/18 às 15h06

CEREST inicia projeto para cuidar dos profissionais da Educação

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Avaliação clínica e psicossocial dos professores

O Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador (Cerest Norte), localizado no Hospital Regional de Sobradinho, lançou neste mês, um projeto voltado para avaliação clínica e psicossocial de docentes da região administrativa. A iniciativa é uma parceria da Secretaria de Saúde com a Secretaria de Educação do DF, denominado “Mente e Voz”, que terá início em agosto.

A ideia consiste na realização de ações em saúde coletiva de caráter preventivo, no que diz respeito à saúde vocal e acuidade auditiva dos professores de Sobradinho, incluindo os aspectos psicossociais da prática profissional. Uma equipe de três médicos (médico do trabalho, psiquiatra e otorrinolaringologista), uma enfermeira, dois auxiliares de enfermagem e cinco fonoaudiólogos participará do projeto. Aproximadamente quatro mil docentes da cidade, distribuídos em 46 escolas públicas, serão examinados.

Para o secretário de Saúde, Rafael Barbosa, o projeto demonstra a preocupação com todos os profissionais e lembra a importância da prevenção e da saúde básica. “Assim como no SUS, se prevenir e se cuidar é essencial para qualquer pessoa, e neste caso, os professores terão todo o nosso apoio. Pensamos inclusive, em futuramente, abrir o programa em outras regionais”, disse.

De acordo com o secretário de Educação, Denilson Bento da Costa, é preciso cuidar da saúde dos educadores da rede pública. “O adoecimento dos professores tem causas multifatoriais e não está restrito apenas ao ambiente profissional, mas precisamos criar espaços humanizados e melhoria das condições de trabalho em atenção à saúde dos nossos professores”.

Programa

O trabalho será desenvolvido a partir de avaliações da saúde, diagnóstico precoce e tratamento específico. Haverá uma avaliação para identificar as situações ou fatores que podem representar estressores à atividade docente; verificar quais as reações de estresse psicológico ou físico que podem causar risco ao absenteísmo ou mesmo a doenças crônicas; analisar os fatores que representam sobrecarga quanto aos recursos disponibilizados, além de verificar casos de ansiedade e depressão.

O mais importante é o professor se sentir acolhido pelas secretarias de Saúde e Educação, afirma o enfermeiro e um dos autores do projeto, Douglas Júnior. “O docente precisa ser cuidado, em relação a seus problemas, por meio de uma atenção que vai além de um simples atestado, e sim uma atenção com foco em sua saúde em primeiro lugar”. Segundo ele, com o papel de educador, todo mestre precisa se prevenir de agravos quanto a voz e audição, que vão desde o trânsito que o profissional pega para chegar ao trabalho à situação familiar de cada um. “É um projeto muito importante para o trabalhador, um acompanhamento clínico e psicossocial”, destaca.