Governo do Distrito Federal
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4/06/19 às 16h22 - Atualizado em 4/06/19 às 18h28

Saúde direciona ações para o combate às larvas do Aedes

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Armazenamento de água para consumo humano continua sendo o depósito predominante de larvas

 

Devido à circulação do mosquito transmissor da dengue, o segundo Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) deste ano, publicado trimestralmente pela Secretaria de Saúde, apontou que o Distrito Federal está em estado de alerta em relação à presença de larvas do mosquito em recipientes.

 

O índice de infestação predial (IIP) ficou em 1,45% em maio deste ano, o que representou um aumento em relação ao último levantamento, em fevereiro de 2019 (0,83%).

 

“Em fevereiro não tinha o vírus circulante. Além disso, 1,45% quer dizer presença de larvas, e elas não transmitem doenças, ao contrário do mosquito adulto. Ou seja, as ações serão concentradas nos depósitos de água. Vamos direcionar todos os trabalhos de educação para a população eliminar essas larvas, evitando que virem mosquitos”, explicou o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Vallero.

 

O armazenamento de água para consumo humano continua sendo o depósito predominante de larvas. Por estarem em ambiente urbano e dentro das residências, representam locais favoráveis para o vetor, permitindo o desenvolvimento do mosquito em qualquer estação do ano.

 

“A expectativa da Secretaria de Saúde é de que, com a diminuição da densidade pluviométrica, a queda das temperaturas e intensificação das atividades de campo, o índice populacional larvário de 1,45% baixe para 1%. Com isso, não haveria áreas com probabilidade de novos casos”, ressalta Divino Vallero.

 

IMÓVEIS – Pela amostragem, foram pesquisados 26.624 estabelecimentos, nas 31 regiões administrativas do DF. No levantamento, foram localizados 385 imóveis positivos e 468 depósitos com larvas.

 

A presença de larvas de Aedes aegypti em um recipiente, como um tambor para armazenamento de água ou um prato de vaso de planta, torna-o um depósito positivo. Consequentemente, o imóvel também é considerado positivo.

 

REGIÕES – Ao todo, 23 regiões administrativas apareceram com sinal de alerta, com índice entre 1,07% e 3,87% de infestação predial. A Região de Saúde Norte, que engloba Sobradinho e Planaltina, apresentou o maior IIP (2,55%). Por sua vez, a Região de Saúde Oeste, que abrange Ceilândia e Brazlândia, apresentou o menor índice de infestação predial (0,83%) no levantamento.

 

O LIRAa é uma metodologia que permite o conhecimento, de forma rápida, por amostragem, da quantidade de imóveis com a presença de recipientes com larvas do Aedes.

 

PREVENÇÃO – A população, ao lado de políticas públicas, também é responsável pelas ações de combate ao mosquito.

 

São exemplos de atitudes que devem ser tomadas: os locais escolhidos para o armazenamento de água e vasilhas usadas como bebedouros para animais domésticos devem ser limpos com escova e sabão; os recipientes para armazenamento de água deverão ser tampados com as tampas originais ou com uma tela de trama pequena, tecidos de tramas fechadas, de maneira a evitar o acesso do mosquito; as caixas d’água devem passar por limpeza regular e estar bem fechadas.

 

 

Leandro Cipriano, da Agência Saúde

Fotos: Breno Esaki/Saúde-DF