Governo do Distrito Federal
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11/04/18 às 17h09 - Atualizado em 30/10/18 às 15h19

Saúde divulga primeiro óbito por H1N1 desde 2016

 

 

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou, nesta quarta-feira (11), a primeira morte por Influenza A H1N1 no DF. O homem, de 54 anos e portador de doença hematológica não especificada, estava internado no Hospital Regional de Ceilândia (HRC) e veio a óbito no final de março.

 

A confirmação do caso ocorreu nessa terça-feira (10), com o resultado de exames realizados pelo Laboratório Central, e foi anunciado hoje, em entrevista coletiva.

 

Além do óbito, outros dois casos de H1N1 foram confirmados, porém, evoluíram para cura: uma criança de 15 meses, que estava internada no Hospital Materno Infantil (Hmib) e outro bebê de um ano de idade, internado no Instituto Hospital de Base. “Tivemos, ainda, uma morte de uma criança menor de um ano, porém por um outro vírus chamado metapneumovírus”, explicou a diretora de Vigilância Epidemiológica, Maria Beatriz Ruy.

 

Segundo o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, a morte por H1N1 gera preocupação porque em 2017 não foi registrado sequer um caso deste vírus no DF. “Nossa principal preocupação é com as crianças”, ressaltou, frisando a importância dos pais aderirem à campanha de vacinação.

 

VACINAÇÃO – A programação no Distrito Federal para a Campanha Nacional de Vacinação Contra Influenza 2018 terá início em 23 de abril e se estenderá até 1º de junho. O Dia de Mobilização Nacional (Dia D) está previsto para 12 de maio.

 

Durante a campanha, estarão em funcionamento, no Distrito Federal, 114 postos de vacinação, de segunda a sexta-feira, das 8 às 18h. No Dia D, serão 104 postos de vacinação abertos.

O DF receberá do Ministério da Saúde, na próxima semana, um total de 780 mil doses. A meta de vacinação para 2018 é de atingir 706.988 pessoas, cobrindo, pelo menos, 90% de cada um dos grupos prioritários para a vacinação.

 

“No ano passado, a cobertura vacinal foi baixa e isso está refletindo no aumento do número de casos neste ano”, destacou Beatriz Ruy. Ela diz ainda que, protegendo a população, diminui-se a circulação de vírus.

 

São público-alvo da imunização: trabalhadores de saúde, povos indígenas, crianças na faixa etária de seis meses a menores de cinco anos (quatro anos 11 meses e 29 dias), gestantes em qualquer idade gestacional, puérperas (até 45 dias pós-parto), indivíduos com 60 anos ou mais de idade, pessoas portadoras de doenças crônicas e outras categorias de risco clínico, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos que estejam cumprindo medidas socioeducativas e professores das redes pública e privada.

 

Pessoas com doenças crônicas e outras categorias de risco clínico podem ser vacinadas em todos os postos disponíveis, com a necessidade de prescrição médica. Portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais já cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do SUS devem ir aos postos em que estão cadastrados para receberem a vacina.

 

Usuários acamados acima de 60 anos (que durante o período da campanha não poderão se deslocar até os postos de vacinação) podem agendar a vacina em domicílio a partir do dia 23 de abril, pelo telefone 160 (Disque-Saúde).

 

Caso o local onde as pessoas são atendidas não tenha vacinação, é necessário buscar a prescrição médica na consulta agendada com antecedência, para evitar filas no período da vacinação. Pacientes atendidos na rede privada ou conveniada também precisam da prescrição.

 

BOLETIM –  Somente neste ano, foram 76 casos positivos para vírus respiratórios – os mais comuns são o vírus sincicial respiratório (VSR), Influenza B e Influenza A, com seus subtipos A Sazonal, AH1N1 e AH3 sazonal.

 

Entre os principais vírus encontrados nas amostras de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) este ano, o destaque fica por conta do VSR, identificado em 53,9% (41) dos casos. Já o metapneumovírus registrou índice de 23,7% (18); o Influenza A (H3N2) foi isolado em 5,3% (4) das ocorrências, o Influenza B em 2,6% (2) e o Influenza A (H1N1) em 1,4% (1). Foram isolados ainda o adenovírus (3,9%), parainfluenza 2 (3,9%) e parainfluenza 3 (1,4%).

 

O próximo boletim epidemiológico será divulgado nesta quinta-feira (12), onde constará o óbito divulgado hoje. Segundo o subsecretário de Vigilância à Saúde, Marcos Quito, as informações serão atualizadas todas as quintas-feiras.

 

DOENÇA – A SRAG é um agravamento da síndrome gripal (SG) em que, além de apresentar os sintomas gripais como febre, a pessoa passa a apresentar também dispneia ou desconforto respiratório.

 

Alguns fatores favorecem a incidência dessas doenças nesta época do ano, como a diminuição da umidade relativa do ar, fazendo com que as partículas fiquem em suspensão, favorecendo a poluição ambiental. Além disto, as quedas bruscas de temperatura em um mesmo dia e a permanência das pessoas em lugares fechados por mais tempo favorecem a disseminação das infecções.

 

 

TEXTO: Alline Martins
FOTOS: Matheus Oliveira

 

DF tem primeiro óbito por H1N1 de 2018