Governo do Distrito Federal
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19/02/20 às 9h00 - Atualizado em 19/02/20 às 23h42

Saúde e Educação lançam campanha para prevenção de bronquiolite

Ação pretende preparar pais e unidades de saúde para o período de sazonalidade, que vai de março a julho

 

Em uma parceria entre as secretarias de Saúde e Educação, foi lançada, na tarde desta terça-feira (18), a Campanha de Bronquiolite, para conscientização sobre a incidência da doença e ações de prevenção dela. O evento aconteceu durante a reunião de pais da creche pública Corujinha do Cerrado, em Santa Maria, que atende o público mais vulnerável a doenças respiratórias. Articuladora da ação, a primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha, esteve no evento e destacou a importância da parceria para prevenção da doença.

 

Ela, que é mãe do Mateus, de 1 ano de idade, falou sobre os cuidados que se deve ter com crianças em razão da facilidade da transmissão de doenças. “Sou a favor da campanha do não beijar mãos e pés das crianças, porque são as partes que elas mais colocam na boca, levando risco de doenças para elas”, frisou.

 

A responsável técnica distrital de Pediatria da Secretaria de Saúde, Ivana Ribeiro, abriu o evento falando sobre os cuidados para prevenir a doença e onde procurar atendimento em caso de desconfiança se a criança está ou não com o vírus causador da bronqueolite.

 

“A principal medida é manter o aleitamento materno, que é a primeira proteção da criança. Evite aglomerações, evite expor as crianças ao cigarro e, muito importante, lave as mãos, principalmente antes de manipular os alimentos e as crianças”, destacou.

 

A pediatra disse, ainda, que ao primeiro sinal de acometimento das vias respiratórias, o indicado é procurar a unidade básica de saúde mais próxima de casa. “Lá a criança será avaliada para saber se é possível fazer o tratamento em casa ou se será necessário encaminhar para o hospital”, orienta Ivana. Ela frisa, ainda, que os pais não procurem inicialmente as emergências, por que há casos mais graves ali que podem acabar agravando os mais simples.

 

PREPARAÇÃO – A Secretaria de Saúde preparou material gráfico com as principais formas de prevenção e também os endereços das unidades básicas de saúde, separadas por região. Os cartazes serão afixados em todas as creches públicas do DF.

 

“Nós também matriciamos nossas equipes, para que elas estejam ainda mais capacitadas a acolher vocês e tentar dar resolutividade ali mesmo, na unidade básica de saúde”, disse a subsecretária de Atenção Integral à Saúde, Moema Campos.

 

A campanha de bronquiolite contará, ainda, com o apoio de digital influencers, que organizarão talk-shows e lives para informar a população sobre o período de sazonalidade da bronquiolite e como se prevenir das doenças respiratórias mais frequentes entre março e julho.

 

No lançamento da campanha, a digital influencer Gabriela Valadão contou sua experiência com dois dos quatro filhos, que sofreram com quadros de doenças respiratórias, fazendo o alerta para pais e mães presentes ao evento.

 

SAZONALIDADE – A partir de março começa o período de sazonalidade da bronquiolite viral aguda, doença que causa a inflamação das vias respiratórias (brônquios). Nessa época do ano, que se estende até julho, aumenta a circulação de vírus e a incidência de crianças doentes. Por isso, os pais precisam ficar em alerta, pois os principais afetados são os pequenos com menos de dois anos de idade e, principalmente, bebês com menos de seis meses.

 

As doenças relacionadas ao aparelho respiratório, como a bronquiolite, apresentam sintomas como coriza, espirros, obstrução nasal, tosse, cansaço, chiado no peito, febre, dor de cabeça e, dependendo da gravidade, mal-estar geral, dor no corpo e dificuldade respiratória.

 

A bronquiolite leva à hiperprodução de secreção e estreitamento nas vias respiratórias por conta da agressão dos vírus, sendo um dos principais agentes causadores o vírus sincicial respiratório (VSR). Em geral, a doença dura de sete a 10 dias.

 

No período de sazonalidade do ano passado, foram 2.325 internações de crianças com a doença. Duas mortes foram registradas, uma em abril e outra em julho de 2019.

 

 Alline Martins e Leandro Cipriano, da Agência Saúde

Fotos: Geovana Albuquerque/Saúde DF