Governo do Distrito Federal
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30/07/19 às 14h31 - Atualizado em 30/07/19 às 17h09

Saúde e Justiça se unem para atender crianças vítimas de violência no DF

Comitê será restabelecido para fortalecer o compromisso entre as pastas

 

A atenção e o cuidado com a criança e o adolescente vítimas de violência sexual ou de tentativa de violência é uma preocupação que une vários órgãos do Governo do Distrito Federal. A fim de conhecer mais e reestabelecer fluxos para esse tipo de atendimento, a secretária adjunta de Assistência à Saúde, Renata Rainha, esteve no Centro de Atendimento Integrado 18 de Maio, de responsabilidade da Subsecretaria de Políticas para Crianças e Adolescentes (Sejus), da Secretaria de Justiça e Cidadania.

 

Em conversa com a coordenadora do centro, Adriana de Almeida Faustino Sousa, a gestora da Saúde destacou a necessidade de se criar um comitê intersetorial para avançar nas medidas relacionadas ao tema. “Essa reunião foi fundamental porque a gente precisa restabelecer os fluxos do atendimento das crianças que sofrem violência sexual e doméstica. E firmando essa parceria com a Secretaria de Justiça, estreitando os laços, conseguiremos alcançar um atendimento mais humanizado”, afirmou Rainha.

 

A gestora da Saúde esclareceu que o fluxo a ser seguido se inicia com o acolhimento realizado no centro pela Secretaria de Justiça. Depois, há o encaminhamento para a Secretaria de Segurança Pública e, em seguida, para os serviços de saúde. “Esse cuidado é para dar um atendimento continuado e para que essas crianças não se percam sem receber a atenção de que tanto precisam depois de passar por uma situação de violência”, finalizou.

 

Além da criação do comitê, também foi proposta a realização de capacitações conjuntas para que as ações sejam complementares e fortaleçam o atendimento humanizado e contínuo. A reunião contou com a participação da diretora do Serviço de Saúde Mental, Elaine Bida, e da gerente da área que coordena as ações de Enfrentamento à Violência, Fernanda Falcomer.

 

 

SAÚDE – A coordenadora do centro, Adriana Faustino Sousa, esclareceu que, em casos emergenciais, as vítimas já são encaminhadas para o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). “Quando recebemos crianças que passaram, há pouco tempo, por uma situação de violência ou mesmo casos graves que ainda não receberam a assistência necessária, encaminhamos para o Hmib, que dá a assistência clínica que elas precisam, e isso tem funcionado bem’, relatou.

 

O acompanhamento psicossocial, realizado pela Secretaria de Saúde, acontece tanto nos Programas de Pesquisa, Assistência e Vigilância à Violência (PAV), como nas unidades básicas de saúde, prontos-socorros e Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que atendem crianças e adolescentes vítimas de violência. A rede objetiva o atendimento integral, cuidando também das famílias das vítimas.

 

 

Josiane Canterle, da Agência Saúde

 Fotos: Breno Esaki/Saúde-DF