Governo do Distrito Federal
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25/04/13 às 19h18 - Atualizado em 30/10/18 às 15h05

Saúde intensifica ações de combate à dengue

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Trabalho diário para impedir avanço da doença no DF e Entorno

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) têm intensificado os trabalhos de combate à Dengue. Ações de controle do vetor estão sendo realizadas em todas as cidades por meio de visitas programadas e solicitadas mediante denúncia dos moradores, além de mutirões em pontos estratégicos (locais com maiores concentrações) em busca da redução da infestação dos focos e larvas do mosquito e da consequente diminuição dos casos de dengue.

Desde março as ações passaram a ser mais rigorosas, sendo reforçadas principalmente nas regiões endêmicas. Ceilândia e Taguatinga, as duas cidades com maior número de casos confirmados de dengue, passaram a receber mutirões quase que semanalmente. No primeiro deles, no fim do mês passado, foram recolhidas 15 toneladas de lixo nas ruas e casas das cidades. Em Ceilândia, moradores são orientados pelos agentes quanto à identificação de focos do mosquito Aedes Aegypti dentro de suas casas.

Em Taguatinga, outras atividades também estão sendo realizadas, e em muitas delas os números chegam a assustar. Durante o II Mutirão de Combate à Dengue da cidade, foram recolhidas, em apenas dois dias, 850 toneladas de lixo na nova QNL que lotaram 26 caminhões e duas carregadeiras. Nessa quarta-feira (24/04), a Vigilância Ambiental recolheu quatro caçambas de pneus e entulhos somente em um lote abandonado na cidade, onde foram encontrados 120 focos de dengue, todos positivos para Aedes Aegypti.

Outras regiões também receberam mutirões e ações de combate à dengue nos últimos meses, como Asa Norte, Candangolândia, Samambaia, São Sebastião, Planaltina, entre outras. Neste sábado (27), o teatro da dengue estará no Paranoá, durante as ações do Circuito Saúde Para Todos.

Entorno

Desde o início do ano a Secretaria de Saúde tem priorizado os trabalhos de combate à dengue em todo Distrito Federal. Preocupado com o avanço da doença em outros estados, principalmente em Goiás, as ações foram intensificadas a fim de se criar uma barreira para o mosquito. Em parceria com a Secretaria de Saúde de Goiás, foi criado então um Plano de Ação Integrado de Combate à Dengue, para atuar nos municípios vizinhos ao DF – muitos deles vivenciam surto e epidemia da doença.

A medida seguinte buscou desafogar as unidades de saúde, uma vez que a maioria dos moradores desses municípios utiliza o sistema de saúde do DF. No dia 11 de abril, o GDF fez a doação de 18 mil kits de teste rápido para o diagnóstico de dengue. Foram contemplados oito municípios: Águas Lindas de Goiás; Cidade Ocidental; Formosa; Luziânia; Novo Gama, Planaltina de Goiás; Santo Antônio do Descoberto; e Valparaíso.

Impasse

Nos últimos dias os Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (AVAS), anunciaram um indicativo de greve, chamado de “Operação Tartaruga”, movimento logo rebatido pelo governador Agnelo Queiroz que, preocupado com o bem-estar e a saúde da população, ameaçou demitir todos os agentes que faltassem ao serviço. Diante disso muitos agentes recuaram, retornando as suas atividades normais e eliminando qualquer risco de prejuízo aos moradores do DF.

Apesar de todos os esforços do governo em controlar e diminuir o avanço da doença, a participação da população tem sido falha. Prova disso é que 85% dos focos de dengue encontrados pelos agentes estão dentro das residências. A visita dos AVAS é de extrema importância para o controle do vetor, porém, só com a ajuda dos moradores os focos do mosquito serão eliminados.

Para interrupção completa do ciclo de vida do Aedes Aegypti é preciso eliminar água parada toda semana. Os agentes têm um olhar treinado para o ambiente e auxiliam a população a enxergar depósitos inimagináveis, só que a atitude diária da população é que faz realmente a diferença. Basta dedicar 10 minutos durante a semana para que a dengue seja controlada por completo.


Hugo Mendes



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