Governo do Distrito Federal
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8/03/13 às 18h27 - Atualizado em 30/10/18 às 14h58

Saúde lança campanha “Eu me cuido”

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Objetivo é o rastreamento precoce do câncer de colo de útero

Foto: Renato Araújo

Mulheres em situação de risco para o câncer de colo de útero estão sendo atendidas por equipes da Secretaria de Saúde. A campanha “Eu me cuido”, lançada nesta sexta-feira na Estrutural, também acontece no Riacho Fundo I e II, Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Vargem Bonita, Guará I e II, Asa Sul e Lago Sul. O lixão e a chácara Santa Luzia da Estrutural receberam a visita de uma van do Samu com equipe de enfermagem para coleta de material para exames de citopatologia (papanicolau).

O objetivo da campanha, que será realizada ao longo deste ano em todas as regionais de saude do Distrito Federal, é fazer o rastreamento do câncer de colo de útero. Quando a doença é diagnosticada no começo, o tratamento é mais simples e mais eficaz. “O exame preventivo salva vidas, uma vez que permite o diagnóstico de lesões de colo de útero de forma precoce”, diz a gerente de Câncer da SES, Cristina Scandiuzzi. Ela enfatiza que o câncer tem que ser erradicado da sociedade, pois se trata de uma doença evitável.

Nesta ação, os exames serão realizados em pacientes de 25 a 64 anos, que nunca fizeram preventivo ou que estão sem fazê-lo há três anos ou mais; que têm vida sexual ativa e que têm colo de útero. As mulheres que desejam fazer o preventivo, mas não estão dentro dessas condições, devem ir ao centro de saúde mais próximo e agendar o exame para uma data posterior.

Todas as pacientes que apresentarem resultados citopatológicos alterados terão a garantia do tratamento em tempo hábil na SES. Nenhuma mulher que precise de tratamento para as lesões precursoras do câncer ou para o câncer de colo de útero deixará de receber a devida atenção e tratamento no sistema público de Saúde do DF.

Desde 2012, essas pacientes são contatadas e agendadas pela própria Secretaria, para garantir o tratamento após o diagnóstico. Por isso, é importante que as pessoas forneçam sempre o endereço atualizado e um telefone para contato, onde a pessoa possa ser encontrada nos casos de alteração.
No ano passado cerca de 3 mil mulheres tiveram o exame Papanicolau alterado, apresentando lesões cancerosas ou pré-cancerosas e 84 morreram devido ao câncer de colo de útero. Esse tipo de tumor é o segundo mais frequente entre as mulheres do DF, perdendo apenas para o câncer de mama.

Celi Gomes