Governo do Distrito Federal
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19/04/13 às 21h33 - Atualizado em 30/10/18 às 15h05

Saúde lança cartilha de cuidados com animais

Orientação sobre guarda responsável domingo, no Parque da Cidade

A gerante da Dival, veterinária Lucía D’Andurain, alerta que a pessoa que adotar um animal de guarda ou acompanhante, deverá observar as condições de espaço (apartamento, casa, sítio), do ambiente e se cercar com muros para que o animal não vá para rua. O animal criado em canil não pode estar exposto ao sol, chuva e vento.

Na hora do passeio o cão deverá ter um acompanhante que possa condúzí-lo com segurança. Todo animal agressivo ou de guarda deve usar sempre coleira, guia e fucinheira. O dono deve portar uma sacolinha de plático para o recolhimento das fezes e evitar o contato com as fezes que podem transmitir doenças graves ao homem, como verminoses, salmoneloses e bicho geográfico.

Uma medida eficaz para os proprietários de animais de estimação, é a esterilização (castração). De acordo com a veterinária, é um método para previnir as crias indesejadas, diminuindo o abandono, sofrimento dos animais e a superpopulação de cães e gatos. Quanto à alimentação, os filhotes precisam ser alimentados quatro vezes ao dia. Já, o animal adulto, duas ou três vezes ao dia.

Dival
A Dival é responsável pelos programas de saúde pública relacionados a zoonoses e outros agravos. Entre os programas de vigilância destacam-se a raiva, leishmaniose, leptospirose, hantavirose e agravos causados por animais sinantrópicos (animais indesejáveis que co-habitam junto ao homem a partir da oferta de água, alimento e abrigo) como: roedores, pombos, pardais, urubus, saruês e morcegos.

O Canil e o Gatil da Dival são responsáveis pelo recebimento e observação de cães e gatos com suspeita ou confirmação de doenças de importância para saúde pública zoonoses. Também realizam a captura e recolhem animais de rua, suspeito de raiva, agressores com vítimas, agressivos, atropelados por acidente para diagnóstico.

Animais doados – Em 2012 foram doados 1.146 animais. Segundo, a veterinária Lucía D’Andurain, as pessoas que desejam criar animais de estimação devem ter responsabilidade pela vida do animal.

O canil da Zoonoses não é abrigo. Muitos dos proprietários chegam ao canil para deixar o animal de estimação por doença, velhice, crias indesejáveis e até mesmo se desfazendo do animal por motivos pessoais.

Atualmente, o Canil da Zoonoses está com 81 cães e 31 gatos para doação. Por dia são adotados sete animais. O horário de funcionamento para doação é de segunda a sexta-feira, das 11h às 17h.

A vacinação de cães funciona de segunda-feira a domingo, das 8h às 17h, no Canil da Dival. Informações na Inspetoria de Saúde mais próxima de sua casa ou pelos telefones: 334-1900 ou 3341-2456, da Diretoria de Vigilância Ambiental.

Protegidos por lei
Os animais são protegidos por lei. Em caso de presenciar maus-tratos ou crueldade com animais deve-se fazer um Boletim de Ocorrência (BO) na delegacia ou denunciar pelo telefone, 197.

A Lei Federal n° 9.605 de 1998, em seu Artigo 32 diz: quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, motivos exóticos, a pena é, detenção de três meses a 1 ano e multa.

De acordo com a gerente da Dival, deixar o animal sem alimentação, água ou abandoná-lo por doença, deixando-o sem os cuidados do veterinário, configuram maus-tratos. A Lei Distrital n° 2.095 de 1998 estabelece diretrizes relativas a proteção, defesa dos animais, prevenção e controle de zoonoses no Distrito Federal.

Segundo Lucía D’Andurain, a cartilha de Guarda Responsável é um trabalho de concientização. “A idéia é fazer com que a sociedade se concientize que a guarda é por toda vida do animal. Não contribua com o aumento de animais abandonados em nossa cidade”, conclui.

Cuidados:
– Não pertube animais comendo, bebendo ou dormindo.
– Não separe animais brigando ou cruzando.
– Não toque em animais estranhos, feridos ou doentes.
– Não se aproxime ou toque em fêmeas com crias.
– Evite aproximar o rosto do focinho do animal.

O que fazer se for mordido?
– Lave bem o ferimento com água e sabão;
– Procure imediatamente um Centro de Saúde;
– Não mate o animal;
– Procure saber quem é o dono e solicite que o animal fique em observação durante 10 dias;
– Se não puder observá-lo preso em casa, ligue para a Gerência de Controle de Zoonoses;
– Caso o animal adoeça ou morra, não enterre ou jogue fora, peça que a carrocinha venha recolhê-lo para que seja feito o exame de raiva.
Seu cão foi capturado pela carrocinha?
O local onde você deverá procurá-lo fica atrás do SMU (próximo ao Hospital de Apoio).
Você terá três dias (72 horas) para resgatá-lo, a contar do dia da captura.
O horário para o regate é das 11h às 17h30.
É preciso apresentar CPF, comprovante da última vacina antirrábica, assim como uma coleira e uma guia.

Júlio Duarte