Governo do Distrito Federal
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30/09/16 às 19h24 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Saúde notificou 1.913 casos de caxumba em residentes do DF

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Ceilândia, Taguatinga e São Sebastião concentraram o maior número de casos

BRASÍLIA (30/09/16) – Até o último dia 24 de setembro, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) recebeu a notificação de 1.913 casos de caxumba no Distrito Federal, sendo que 1.873 ocorrências são de residentes do DF e os demais de moradores de outros estados. No total, 62 surtos ocorreram ao longo do ano, distribuídos em 16 Regiões Administrativas. As instituições escolares concentram a maioria dos surtos, foram 31.

A maioria dos casos ocorreram no sexo masculino, totalizando 1064. Dentre as faixas etárias com as maiores proporções estão os adultos de 20 a 49 anos, com 49,4% (925 casos), e os jovens de 15 a 19 anos, que correspondem a 23,5 % (439 casos). As Regiões Administrativas que apresentaram o maior número de casos (que é diferente dos dados de incidência por população da região) foram Ceilândia (356), Taguatinga (173) e São Sebastião (157).

Como medida de controle a Vigilância Epidemiológica está acompanhando todos os casos suspeitos e realizando o bloqueio vacinal seletivo quando necessário. Quando há surto é necessário o isolamento social dos pacientes de 10 a 15 dias após o início dos sinais e sintomas, adoção de medidas de higiene tais como: não compartilhamento de copos e talheres, evitar aglomerações e ambientes fechados (procurar manter os ambientes ventilados) e adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.

No Brasil, a notificação da caxumba não é obrigatória. Apenas quando ocorrem mais de dois casos em um domicílio, nas escolas, creches e ambientes de trabalho é que a doença é notificada à vigilância epidemiológica local. No ano de 2015, os surtos começaram a ser contabilizados a partir do segundo semestre. Do início de julho até o final de dezembro foram notificados 130 casos da doença no DF.

TRANSMISSÃO – A caxumba (Paroditite infecciosa) é uma doença viral aguda de transmissão respiratória, causada pelo vírus Paramyxovirus. Sua transmissão se dá através de gotículas de salivas de pessoas infectadas. Como não existe tratamento específico para a doença, a melhor forma de combate continua sendo a vacinação ainda quando criança. A doença tem maior circulação no período de temperaturas mais baixas, como na primavera e inverno.

Na maioria das vezes a caxumba produz sintomas discretos ou que nem mesmo aparecem. As manifestações mais comuns, quando ocorrem, são febre, calafrios, dores de cabeça, musculares, ao mastigar ou engolir, além de fraqueza. Uma das principais características da caxumba é o aumento das glândulas salivares próximas aos ouvidos, que fazem o rosto inchar.

A incubação da doença varia de 12 a 25 dias, sendo, em média, 16 a 18 dias o período de transmissão. Na situação de notificação de casos aglomerados, os pacientes devem ficar isolados e deve ser avaliada a caderneta de vacinação de todos que tiveram contato com eles.

VACINAÇÃO – Na rede pública de saúde, a vacina tríplice viral (caxumba, sarampo e rubéola), aplicada aos 12 meses de vida, e a vacina tetra viral (caxumba, sarampo, rubéola e varicela), aplicada aos 15 meses de vida, protegem contra a doença. Para crianças e adolescentes de até 19 anos são ministradas duas doses. Para pessoas entre 20 e 49 anos é necessária apenas uma dose da vacina tríplice viral. A vacina está disponível ao longo de todo o ano em todos os centros de saúde. Se a pessoa já tiver duas doses da vacina ela não precisa tomar mais nenhuma