Governo do Distrito Federal
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9/01/14 às 18h10 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

SES oferece vacina contra incompatibilidade sanguínea

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Vacina é aplicada entre a 28ª e 32ª semanas de gravidez

A vacina conhecida como Rhogam ou Matergan (imunoglobulina para fator Rh) é oferecida às mulheres nos centros e maternidades da rede pública de saúde e previne doença de alto risco para o feto, causada por incompatibilidade sanguínea.

A diferença entre o sangue da mãe e do bebê é identificada no pré-natal, com o exame simples de tipagem sanguínea. Segundo a ginecologista e chefe da Unidade de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), Lucila Nagata, existem duas formas de incompatibilidade: a dos tipos sanguíneos (A, B, AB , O) e a do Rh (positivo ou negativo).

“A do tipo sanguíneo é menos grave, podendo causar icterícia neonatal. A do Rh é mais crítica, resultando até no óbito do bebê”, explica a médica.

Quando identificada a incompatibilidade da mãe com o feto, a partir do teste chamado Coombs indireto, ou seja, o Rh da mãe é negativo (A -, B-, AB-, O-) e do bebê é positivo, é administrada a vacina entre 28 e 32 semanas da gravidez em todas as gestantes negativas com o objetivo de diminuir a chance de sensibilização. A vacina também é indicada para casos de sangramento durante a gravidez em mães com Rh negativo. Após a vacina a gestante não deve repetir o teste Coombs porque pode dar alteração no resultado.

“No momento do parto, o corpo da mulher com o Rh negativo produz anticorpos e ao se sensibilizar, pode prejudicar uma futura gestação. Esses anticorpos atacarão o sangue do próximo bebê provocando anemia grave que pode evoluir para uma insuficiência cardíaca e levar a morte o que chamamos de Eritroblastose fetal, doença causada pela incompatibilidade do sistema”, relata Lucila.

Por Ana Luiza Greca, da Agência Saúde DF

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