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Secretaria de Saúde capacita agentes comunitários para rastrear hanseníase – Secretaria de Saúde do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
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16/01/20 às 14h04 - Atualizado em 16/01/20 às 14h22

Secretaria de Saúde capacita agentes comunitários para rastrear hanseníase

A doença é causada por um bacilo que atinge pele e nervos

 

Agentes Comunitários de Saúde de todo Distrito Federal estão participando de uma oficina para controle e enfrentamento da hanseníase.  A capacitação está acontecendo em todas as regiões de saúde durante esta semana. Nesta quarta-feira (15), os agentes comunitários de saúde (ACS) da Região Sudoeste conheceram mais sobre a doença e ouviram o depoimento da integrante do Grupo de Apoio às Mulheres Atingidas pela Hanseníase, Marli de Fátima Barbosa Araújo.

 

Já curada da doença, Marli relatou a dificuldade no diagnóstico da hanseníase. “Os médicos levaram sete anos para chagar ao meu diagnóstico e fazer o tratamento correto”, contou a líder social.

 

A hanseníase é causada pelo bacilo Micobacterium leprae, transmitido pelas vias aéreas, através de espirros, tosse e até pela fala. Não há um grupo social mais vulnerável e o contágio pode acontecer dentro de casa, no trabalho ou no convívio social prolongado.

 

“Quando um paciente é diagnosticado, todas as pessoas do convívio próximo devem ir ao médico para verificar se mais alguém tem a doença e precisa tratamento”, observa Marli. “No meu caso, os parentes daqui do DF e do Ceará fizeram os exames e ninguém foi diagnosticado”, lembra. Foi contando a sua experiência pessoal e das pessoas que auxilia que Marli foi orientando os agentes presentes.

 

“Tirou muitas das dúvidas que eu tinha sobre a cura, esclarecendo que depois da cura a pessoa pode voltar a pegar hanseníase outras vezes. Ela falou sobre os encaminhamentos que temos de fazer e isso ajudou muito”, resumiu a ACS da Unidade Básica de Saúde (UBS) 7 de Samambaia, Eliane Vasconcelos dos Santos, que se sente mais preparada para identificar a doença.

 

“Nem sempre é possível identificar através de uma mancha e outros sintomas precisam ser observados”, enfatiza Marli. De acordo com a ativista, “o exame clínico é muito mais importante do que o laboratorial, porque não há um teste específico para a hanseníase. Atualmente, no DF, mais de 80% dos casos são identificados tardiamente”, aponta.

 

CONTÁGIO – Marli também esclareceu aos agentes que o contágio não se dá pelo toque nem por uma única visita, pois o contato deve ter certa frequência. “Lembrem-se que estamos trabalhando para que nossos familiares, amigos e colegas não adoeçam. Estamos fazendo pelos que amamos”, concluiu.

 

Todas as oficinas estão sendo ministradas por Marli em preparação para a Campanha de Enfrentamento da Hanseníase no Distrito Federal, que acontecerá de 20 de janeiro a 10 de março. Um consultório itinerante passará por 13 regiões administrativas com médicos e profissionais da saúde especializados no diagnóstico da doença.

 

NÚMEROS – Segundo o boletim epidemiológico publicado em 2017 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil registrou 25.218 novos casos em 2016 – 12% das ocorrências de todo o mundo: 214.783. O levantamento levou em conta 150 países e o Brasil ocupa o segundo lugar neste ranking, perdendo apenas para a Índia. No mesmo ano, o Distrito Federal registrou 162 novos casos.

 

O tratamento da doença é feito por medicamentos dispensados somente pela rede pública de saúde. A medicação interrompe a transmissão do bacilo 72 horas após a ingestão. Dependendo do estágio da doença ao ser diagnosticada, o tratamento pode levar de seis meses a um ano, ou mais.

 

 

Josiane Canterle, da Agência Saúde

Fotos: Divulgação/Saúde-DF