Governo do Distrito Federal
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5/02/16 às 17h27 - Atualizado em 30/10/18 às 15h14

Plano Oncológico 2016/2019 do DF é concluído

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Documento será submetido aos conselhos gestor e de Saúde e ao Ministério da Saúde

BRASÍLIA (5/2/16) – A Gerência de Câncer da Secretaria de Saúde do Distrito Federal acaba de concluir o Plano Oncológico 2016/2019. O documento, que traz cerca de 50 ações para melhorar a assistência oncológica na rede pública do DF, será submetido ao conselho gestor e ao Conselho de Saúde, e depois apresentado ao Ministério da Saúde, para começar a implantação.

“Esse é um documento onde a gente faz o planejamento, o dimensionamento e o fluxo dos pacientes na linha de cuidados do câncer, desde a atenção primária até os cuidados paliativos”, explica o chefe da Gerência de Câncer, Bruno Sarmento.

O documento deve ser redigido a cada quatro anos. Porém, conforme explica Sarmento, esta edição está melhor que as anteriores. “O plano é baseado em uma portaria do Ministério da Saúde (874/GM/MS, de 2013), que está mais exigente agora. Ele segue os modelos inglês e francês”, complementa.

COMPONENTES – O plano está dividido em quatro grandes componentes. O primeiro deles diz respeito à Atenção Básica, com ações de promoção à saúde e aperfeiçoamento no atendimento em casos suspeitos de câncer.

“Queremos que os servidores do acolhimento nas Unidades Básicas de Saúde estejam treinados para fazer o exame de colo de útero. Também queremos que a paciente já saia da unidade com o pedido de mamografia em mãos”, ressalta Bruno Sarmento.

Outra medida é fazer a marcação de consulta automática com o especialista logo que exista suspeita de câncer em alguma consulta. “Hoje, um paciente chega com sintomas, pega um encaminhamento e precisa ir às unidades para marcar uma consulta na especialidade. O que queremos, no plano, é que na primeira consulta, o próprio médico já agende com o especialista”, explica.

Com essa proposta, a ideia é que a consulta com o especialista ocorra em até 15 dias. “Conseguindo implantar essa regulação, o DF será a segunda Unidade da Federação a implementar isso, pois São Paulo já está fazendo”, explica o gerente.

ATENÇÃO ESPECIALIZADA – O segundo componente do plano refere-se à atenção especializada. “Essa gestão identificou que, nos últimos 15 anos, nenhum investimento foi feito em oncologia no DF. O Ministério da Saúde preconiza que haja uma unidade especializada para cada 500 mil habitantes. Nós temos cobertura suficiente para 1,5 milhão de pessoas”, destaca o chefe da Gerência de Câncer.

Para melhorar a rede de atenção, a Secretaria de Saúde retomou o projeto da construção do Hospital do Câncer. As obras devem começar no meio do ano. “O DF precisa de leitos hospitalares, cirurgia, quimioterapia e exames. Em vez de pulverizarmos isso na rede, concentramos tudo em um centro de excelência que dará assistência integral”, ressalta Sarmento.

O Hospital do Câncer terá dois aparelhos de radioterapia, 150 leitos de internação, oito salas de cirurgia, além de tomografia computadorizada, ressonância e um aparelho PET CT. A unidade será erguida próxima ao Hospital da Criança e deve ser entregue em 2018.

CONTRATUALIZAÇÃO – Atualmente, o atendimento de oncologia na rede pública do DF é feito no Hospital Universitário de Brasília (HUB), Hospital Regional de Taguatinga e Hospital de Base.

A Secretaria de Saúde já prepara um edital para contratar serviços da rede privada de radioterapia e acredita-se que até o meio do ano isso esteja resolvido. Assim, a capacidade de atendimento será dobrada. “Hoje conseguimos tratar 110 pacientes por mês. Com a contratação, poderemos chegar a 250 atendimentos por mês”, destaca Sarmento.

Os outros dois componentes do plano referem-se à regulação e sistemas de apoio. “Todas as especialidades de suspeita de câncer serão reguladas, como ginecologia, proctologia, dermatologia, entre outros. Hoje somente as consultas de oncologia e as radioterapias são reguladas”, destaca Bruno Sarmento.

DOENÇA – No DF, anualmente há ocorrência de cerca de cinco mil novos casos de câncer. Segundo Bruno Sarmento, na capital federal, a doença é a segunda maior causa de morte desde 2009, ficando atrás apenas das doenças cardiovasculares.

Assim como em todo o Brasil, os cânceres de maior incidência nos homens são de próstata, pulmão e intestino grosso. Nas mulheres, são mais comuns na mama, intestino grosso, colo de útero e pulmão.

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