Governo do Distrito Federal
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15/05/15 às 11h33 - Atualizado em 30/10/18 às 15h12

Secretaria de Saúde já vacinou mais de 10 mil garotas contra o HPV

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Número indica adesão favorável à imunização

BRASÍLIA (15/5/15) – Desde o início da campanha de vacinação contra o HPV (vírus do papiloma humano), em 3 de março deste ano, a Secretaria de Saúde do DF já vacinou 10.187 garotas. O público-alvo da campanha são meninas de 9 anos que iniciarão o esquema de vacinação em 2015. A meta é vacinar 80% deste grupo de 21.156 garotas no DF, ou seja, 16.924 meninas.

Dentre as meninas vacinadas, 5.502 pertencem ao público-alvo, representando 26% da meta. O restante pertence a meninas que estão concluindo o ciclo de vacinação ou possuem outras idades, pois a vacina é ofertada a todas as garotas nascidas a partir de 2000. “Estamos tendo uma adesão extremamente importante dessa vacina, este número é bastante favorável levando em consideração que a vacinação vai até o final do ano”, comenta a diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, Cristina Segatto.

No entanto, para que a vacina tenha eficácia, é fundamental completar o cronograma. A menina tem que tomar a segunda dose seis meses depois da inicial (quem tomou em março toma outra dose em setembro; quem tomou em abril, toma em outubro; e assim sucessivamente), e a última dose deve ocorrer cinco anos após a primeira. É importante que a menina guarde o seu cartão de vacinação para ficar atenta às datas das outras doses.

A vacina aplicada pela rede pública de saúde é quadrivalente, ou seja, previne contra quatro tipos de vírus, que são os responsáveis por mais de 90% dos casos de câncer de colo do útero.

A vacinação passou a fazer parte do calendário básico de vacinação, normatizado pelo Ministério da Saúde, em março deste ano. Desta forma, a vacina passa a ficar disponível durante todo o ano nas salas de vacinas. Em 2013, somente o DF disponibilizava a vacina, que era aplicada nas escolas como estratégia de ampla divulgação para quando a vacina passasse a entrar na rotina de todo o país. Em 2014, o Ministério da Saúde começou a implantar a vacina e também fez a aplicação nas escolas seguindo essa mesma estratégia.

“Como a estratégia foi pioneira no DF, a vacina era aplicada nas escolas como método de maior divulgação da inserção da vacina no calendário. Assim que foi inserida no calendário básico nacional deste ano a vacina passou a ser aplicada nos centros de saúde, como todas as outras vacinas”, explicou a chefe do Núcleo de Imunização da SES, Eudóxia Dantas.

O serviço de imunização está disponível em todas as salas de vacina da rede pública de saúde do DF, que funcionam de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 13 às 17 horas.

Consulte os locais de vacinação

Efeitos colaterais – Em situações raras, é possível ter alergia a algum dos componentes da vacina, assim como em outros medicamentos. No entanto, no Brasil, não foram registrados efeitos colaterais graves. “Qualquer coisa que você come pode causar alguma reação alérgica; é importante lembrar que é uma injeção e pode ocasionar dor ou endurecimento local”, informa Cristina Segatto.

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