Governo do Distrito Federal
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26/03/19 às 10h40 - Atualizado em 26/03/19 às 10h46

Secretaria terá eventos pelo Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia

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Palestras para profissionais e familiares fazem parte do chamado Purple Day

 

O dia 26 de março é reservado à conscientização da epilepsia, conhecido como Purple Day. Para lembrar a data, a Secretaria de Saúde promoverá dois eventos – um voltado para servidores de diversas pastas do Governo do Distrito Federal e outro para pacientes e população em geral.

 

No Hospital Materno Infantil (Hmib), na tarde do dia 27 de março haverá degustação de comidas cetogênicas e depoimentos das famílias. Na mesma data, servidores das secretarias de Saúde, da Educação, do Trabalho e de Mobilidade participarão de três palestras para saberem como acolher pessoas com epilepsia e os principais problemas que apresentam.

 

Também para lembrar a data, os neurologistas que atendem nos ambulatórios da rede pública de saúde do DF estarão vestidos com a camiseta do Purple Day. O evento prevê um dia de esforço internacional dedicado ao aumento da conscientização sobre a epilepsia em todo o mundo. Foi criado em 2008, por Cassidy Megan, uma criança de nove anos da Nova Escócia, no Canadá, com a ajuda da Associação deEpilepsia da Nova Escócia (Eans).

 

DOENÇA – A epilepsia reúne um grupo de doenças caracterizadas pelas crises convulsivas, que podem ser generalizadas ou focais. Pode acometer pessoas de qualquer faixa etária, sendo mais comuns em crianças e idosos. Estima-se que, no DF, cerca de 52 mil pessoas já tiveram crises como estas.

 

As crises epilépticas podem ser causadas por diversos fatores, como febre alta, abstinência de álcool e drogas e distúrbios metabólicos. O primeiro passo é identificar o que provou a crise epiléptica.

 

“Tendo uma pessoa mais de duas crises epilépticas não provocadas, a gente orienta que o paciente seja levado a uma unidade básica de saúde para avaliação com o médico de família. Ele solicitará os exames iniciais, que são a tomografia, o eletroencefalograma e a ressonância de crânio, e fará o encaminhamento para um neurologista fechar o diagnóstico”, explica a neurologista e responsável técnica distrital colaboradora de Neurologia da Secretaria de Saúde, Adriana Barros.

 

Todas as regiões de saúde do DF contam com Ambulatório de Neurologia. Casos considerados de difícil controle são acompanhados no Hospital de Base e no Hospital Regional de Sobradinho.

 

 

TRATAMENTO – Segundo a especialista, o diagnóstico rápido é muito importante, pois as crises convulsivas levam à morte de neurônios, comprometendo a parte cognitiva. “Além dos riscos próprios da convulsão, como traumas e pneumonia”, complementa a neurologista.

 

O tratamento é medicamentoso e, em casos específicos, cirúrgico. “Iniciamos com as drogas de primeira linha, que são as mais antigas e têm controle efetivo em até 70% dos casos. Nos 30% restantes, usamos drogas de segunda e terceira linha. Os casos com alterações estruturais encaminhamos para avaliação cirúrgica e, quando são esgotadas todas essas linhas de tratamento, considera-se a possibilidade do uso de canabidiol”, enumera Adriana Barros.

 

Ela complementa que o uso do canabidiol ainda é restrito e indicado apenas para dois tipos de epilepsia. “É uma droga que está sendo muito investigada e já teve avanços significativos desde 2015, porém, é indicada em poucos casos”, ressalta.

 

CRISE – Apesar de uma crise epiléptica durar cerca de três minutos, para um familiar pode parecer uma eternidade. Mas é muito importante agir com tranquilidade neste momento, em benefício do paciente, recomenda a médica.

 

“Durante a crise, deite a pessoa no chão e afaste de perto dela qualquer tipo de objeto no qual ela possa se machucar. Se estiver com muita saliva, pode virar o rosto dela para o lado direito, evitando que ela se engasgue”, orienta a neurologista.

 

Ela frisa que, em hipótese alguma, deve-se colocar algo dentro da boca da pessoa e, muito menos, tentar manobras para desenrolar a língua. “Depois que a crise passar, a pessoa terá um tempo entre 10 e 15 minutos de recuperação da consciência e pode sentir dores de cabeça e pelo corpo”, complementa Adriana.

 

Caso a pessoa tenha outra crise em seguida, antes de se recuperar da anterior, a neurologista aconselha chamar o Samu para encaminhamento ao serviço de saúde mais próximo.

 

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Alline Martins, da Agência Saúde

Arte: Danielle Freire/Saúde-DF 

 

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