Governo do Distrito Federal
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28/09/15 às 19h30 - Atualizado em 30/10/18 às 15h13

Secretário visita instalações do centro para crianças com deficiência intelectual

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Unidade conveniada já recebe, desde 2008, pacientes com deficiência auditiva encaminhados pela Secretaria de Saúde

BRASÍLIA (28/9/15) – O Centro Educacional de Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (Ceal), que acaba de assinar contrato com a Secretaria de Saúde para atender crianças com deficiência intelectual, recebeu, nesta segunda-feira (28), a visita do secretário da pasta, Fábio Gondim. Localizada na 909 Norte, a estrutura já recebia pacientes com deficiência auditiva, inclusive, com a distribuição gratuita de aparelhos.

“Esse é um trabalho muito importante que precisa da nossa atenção. Agradeço pela parceria, fundamental para oferecer apoio às crianças e famílias que convivem com essas dificuldades”, destacou Gondim. Cerca de 200 pessoas com deficiência intelectual deverão ser atendidas mensalmente no centro.

Responsável pelo Ceal, o padre Giusepp Rinaldi apresentou as instalações ao secretário. O local, que tem área total de 15 mil metros quadrados, sendo 8 mil metros quadrados construídos, conta com duas piscinas, ludoteca, quadras de esporte sala de alfabetização, jardim, dois pátios e sala de ginástica. No espaço também há uma clínica para consultas feitas por neuropediatra, otorrino, odontopediatra, fonoaudiólogos e nutricionistas.

Para atender as crianças com deficiência intelectual e autismo, o trabalho começará pelo diagnóstico detalhado que será feito pelos profissionais. Depois, será iniciada a terapia com ginástica, judô, reforço escolar e outras atividades que serão elaboradas pelas equipes multiprofissionais da unidade.

“Na realidade, nós já prestamos parcialmente esse atendimento, porque as crianças com deficiência auditiva que já recebemos, muitas vezes, apresentam outros problemas relacionados à inclusão social e são acompanhadas por psicólogos. Em alguns casos, esses pacientes também possuem deficiência intelectual. Agora, vamos aperfeiçoar esse trabalho e ampliá-lo”, destacou Rinaldi.

FUNCIONAMENTO – Os pacientes com problemas auditivos – que podem começar a reabilitação ainda bebês e terminar por volta dos 20 anos de idade, após serem incluídos no mercado de trabalho – recebem acompanhamento semanal com psicopedagogos, assistentes sociais e professores de diversas áreas que oferecem atividades como iniciação à leitura, reforço escolar, natação e outras ações para estimular audição e a fala.

“Nosso atendimento é diferenciado. Um bebê, por exemplo, faz a reabilitação duas vezes na semana e, de acordo com o crescimento, a frequência aumenta e pode chegar até quatro vezes por semana”, explicou o padre. Ele diz que, por mês, são recebidas cerca de 110 pacientes novos, que precisam do aparelho auditivo e são atendidos pelo convênio com a Secretaria de Saúde.

Uma das crianças é Izaque Miguel Silva Santos, de um ano e cinco meses e que recebeu seu aparelho no Ceal. “Ele está tendo as primeiras experiências auditivas da vida. Já passou por várias fases do tratamento e, aos poucos, aprenderá a identificar os sons”, destacou Rinaldi.

Ele enfatizou que o Ceal preza por ensinar as crianças a se comunicarem sem a necessidade de utilização de libras. Por isso, recebem o aparelho auditivo para aprender a escutar e são estimuladas a fazer leitura para ter uma vida normal.

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