Governo do Distrito Federal
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29/01/20 às 13h23 - Atualizado em 29/01/20 às 13h23

Seminário aborda saúde mental para os servidores da saúde

Palestras focaram na identificação de sinais e na busca do equilíbrio

 

“Que bom que veio o Janeiro Branco para falar da saúde mental do servidor. Porque a gente sabe que o servidor está doente e precisamos desse cuidado mesmo. A gente não pode mais fazer de conta que não vem acontecendo”.  A afirmação é da enfermeira Gorete de Souza, após participar de toda a programação do I Seminário da Saúde Mental da Superintendência da Região de Saúde Sudoeste. Com o tema “Quem se ama, cuida da mente, cuida da vida”, o evento reuniu mais de 100 servidores na última terça-feira (28).

 

Além de palestras que envolvem a temática, foram realizadas práticas integrativas em saúde e dinâmicas de integração. Assim, os presentes puderam experimentar o tai chi chuan, já ofertada semanalmente aos servidores do Hospital Regional de Taguatinga.

 

Como psicóloga da Unidade de Terapia Intensiva do HRT, Adriana Aparecida de Andrade ressaltou essa necessidade de prestar e dar atenção à saúde mental dos profissionais.  “Quando a gente fala de saúde, a gente exige desse cuidador compaixão, mas ao mesmo tempo, a gente sabe que a compaixão também leva à fadiga. Então, cuidar de quem cuida é muito especial”.

 

PROPOSTA – A proposta do seminário foi discutir temáticas que fazem parte da vida cotidiana e que influenciam a qualidade de vida e satisfação no trabalho. Também foram abordados pelos palestrantes sintomas que levam ao adoecimento psíquico e que podem ser observados nos colegas e em si próprios.

 

“Perceber o sofrimento do outro é uma sensibilidade que a gente tem que adquirir ao longo do tempo. É tanta coisa na nossa rotina, são tantas preocupações, tantas pessoas para dar atenção em casa e no trabalho que quando vai olhar para si mesmo a gente já está doente, já está com sintomas”, alertou a psicóloga da Subsaúde, Amarilis Miosso.

 

A psicóloga enxerga que a conquista da qualidade de vida é um processo que exige equilíbrio constante e que é necessário quebrar estereótipos e preconceitos. “A promoção da saúde é justamente colocar o nosso olhar na qualidade de vida daquele servidor, mesmo diante das limitações. É preciso descobrir como conseguir desenvolver essa capacidade e estar bem fisicamente, mentalmente, mesmo diante das limitações. E a Subsaúde está aí para fazer a promoção da saúde”, lembrou a Miosso.

 

PROJETO – O Seminário foi o primeiro evento de saúde mental na região que dá abertura para uma série de atividades nos hospitais, unidades básicas e centros de atenção psicossocial voltados para os servidores. Cada unidade terá autonomia para propor e executar as atividades, contando com o apoio de palestrantes e facilitadores da própria região.

 

A expectativa dos gestores é colaborar na melhoria da qualidade de vida, da satisfação pessoal e laboral, diminuindo o absenteísmo, o adoecimento dos profissionais, restrições e aposentadorias prematuras.

O superintendente da região, Luciano Agrizzi, recorda que existem muitas barreiras que impedem a identificação dos sintomas de sofrimento psíquico, “porque não é visível ou perceptível. Às vezes não enxergamos que o colega do lado está sofrendo. Precisamos estimular a humanidade com os nossos colegas, com os nossos familiares, com o nosso próximo, estar sensível à dor do outro”, insistiu o gestor.

 

Josiane Canterle, da Agência Saúde 

Fotos: Geovana Albuquerque/Saúde-DF