Governo do Distrito Federal
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1/03/13 às 18h15 - Atualizado em 30/10/18 às 14h58

Palestra do ponto eletrônico reúne 60 profissionais no Riacho Fundo II

Debates sobre atendimento ao adolescente

Os profissionais de saúde de oito equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF), do Riacho Fundo II, totalizando 60 pessoas, se reuniram nessa quinta-feira e sexta-feira (28 e 1º), no período da manhã, para debater questões voltadas para o adolescente. O objetivo é oferecer condições para que os profissionais façam uma primeira abordagem junto ao público jovem e reconheça quando houver necessidade de um acompanhamento mais especializado.

Segundo o coordenador-geral de Saúde do Riacho Fundo II, Pedro Queiroz Zancanaro, a sensibilização dá condições para que num primeiro momento o profissional se aproxime do jovem e consiga manter um canal de conversação com o mesmo. “precisamos manter a porta aberta para esse contato e não podemos perder de vista os adolescentes que estão sob nossa competência, fazendo os encaminhados que forem necessários”, frisou o coordenador, ao dar início ao encontro na Agência do Trabalhador do Riacho Fundo II, na quadra QC 1, na quinta-feira.

Essa é a primeira de uma série de três sensibilizações que ocorrerão nos mesmos moldes dessa inicial, totalizando o treinamento de 14 equipes com exposições sob o ponto de vista médico, de enfermagem, assistência social e psicologia.

Segundo a psicóloga Silvia Lordello, do Núcleo de Saúde do Adolescente (Nusad/SES-DF), quando se trata de adolescentes, a primeira coisa necessária é deixar de lado os falsos estereótipos. “Ninguém consegue se inserir no mundo do adolescente de maneira satisfatória, caso acredite e reforce o que muitas pessoas acreditam, como por exemplo, que o jovem é folgado, complicado, rebelde, irresponsável e outros adjetivos desqualificadores”, advertiu no início de sua exposição.

O Estatuto da Criança e do Adolescente também foi analisado durante o encontro pela assistente social Cristiane Lopes, que fez um breve histórico da visão que a sociedade e o estado tinham sobre os adolescentes desde o século 17. Para ela, o estatuto atual representa um avanço porque as experiências passadas mostraram que a força bruta pura e simplesmente não foi capaz de atingir os seus objetivos.

Já a médica Lucilene de Queiroz, da coordenação de saúde local, reforçou que a sensibilização não visa tornar o profissional ultra qualificado em relação ao público adolescente, mas sim mostrar que várias ferramentas podem ser utilizadas para o acompanhamento do jovem, como por exemplo, a equipe de profissionais do Núcleo de Apoio ao Saúde da Família (Nasf), que pode auxiliar a equipe da ESF no decorrer do tratamento.

A Sensibilização em Saúde de Adolescentes da Coordenação Geral de Saúde foi organizada pelo Núcleo de Educação Permanente em Saúde (NEPS) e pela Gerência de Políticas de Programas/Coordenação de Adolescentes.

Arielce Haine