Governo do Distrito Federal
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6/12/16 às 17h58 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Servidores dão soluções baratas para consertar móveis e equipamentos

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No HRT, por exemplo, foi possível, inclusive, reabrir leitos no Pronto-Socorro

BRASÍLIA (6/12/16) – Servidores de algumas unidades de saúde da rede pública do Distrito Federal têm encontrado soluções inteligentes e baratas para fazer reparos em equipamentos e mobiliários que acabam quebrando dentro dos hospitais. Parceria com institutos de ensino e ainda a utilização de mão de obra própria do setor de manutenções têm colaborado para melhorar o atendimento.

No Hospital Regional de Taguatinga (HRT), R$ 3 mil e a boa vontade de servidores do setor de manutenções conseguiu recuperar 10 suportes para hamper (sacos para colocar roupa hospitalar suja), seis armários, oito carrinhos de curativo, cinco cadeiras de banho, três sofás e sete camas tipo fawler adulto.

As reformas já permitiram reabrir cinco leitos de clínica médica no Pronto-Socorro. “Transformamos as cadeiras, antes desconfortáveis, em banco mais reforçados, semelhantes a sofás, dando mais conforto aos pacientes”, destaca o gerente de apoio operacional do HRT, Hércules Marinho Lopes.

O dinheiro, que saiu do Programa de Descentralização Progressiva das Ações de Saúde (PDPAS), foi utilizado para comprar os materiais necessários para os consertos. “Conseguimos uma grande economia. Se a gente recolhesse todo esse material estragado, iria para leilão. E não teria dinheiro para comprar novos. Uma cama fawler, por exemplo, custa em média R$ 1,6 mil”, frisa. Sendo assim, caso a secretaria fosse repor as sete quebradas, gastaria mais de R$ 11 mil.

IFB – Na Asa Norte e em Ceilândia, alunos de unidades do Instituto Federal de Brasília são os “parceiros-voluntários” para consertar equipamentos quebrados. Os estudantes ganham em experiência prática para os cursos, e os hospitais têm aparelhos voltando a funcionar a custos mínimos, somente para reposição de peças.

“Inicialmente queríamos estagiários, mas não conseguimos. Então, conheci o professor do curso de engenharia biomédica do IFB e convidei os alunos para conhecerem nosso parque tecnológico. Foi quando eles se propuseram a fazer a manutenção dos equipamentos de baixa complexidade de forma voluntária”, conta Cristiane Chaves, do Núcleo de Engenharia Clínica e Física Médica do Hospital Regional da Asa Norte.

O projeto começou no segundo semestre deste ano. A última turma contou com 28 alunos. Durante este período, foram consertadas 11 camas, dois detectores fetais e três focos cirúrgicos auxiliares.

Em esquema semelhante, no Hospital Regional de Ceilândia, os alunos do IFB Ceilândia já fizeram reparos em cerca de 50 equipamentos, desde o início do projeto, em abril deste ano.

Confira as fotos aqui.

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