Governo do Distrito Federal
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24/10/12 às 19h07 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

Servidores do Núcleo Bandeirante participam de treinamento sobre intoxicação

 

Meta é agilizar o atendimento inicial e facilitar o tratamento

A intoxicação é um perigo constante nos lares em todo o mundo. No Distrito Federal, o Centro de Informações Toxicológicas (CIT), da Secretaria de Saúde, atendeu 1.700 casos de intoxicação em crianças com até 14 anos de idade, de janeiro a julho deste ano. De posse desses dados, que se repetem ano a no, o CIT elaborou um projeto a fim de treinar médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem que atuam nos grandes hospitais ou em unidades de pronto atendimento, como as UPAS, a fim de agilizar o atendimento inicial por meio de uma avaliação correta dos sinais de intoxicação e consequentemente o tratamento. Na tarde desta quarta-feira (24), o treinamento foi direcionado aos servidores da Regional de Saúde e da UPA do Núcleo Bandeirante.

“As crianças são as principais vítimas de intoxicação e os acidentes ocorrem principalmente entre as menores, na faixa etária de zero a quatro anos de idade”, afirma a farmacêutica chefe do CIT, Sandra Márcia da Silva. Segundo ela, uma criança com fome e com sede não é seletiva e ingere qualquer produto que estiver ao alcance das mãos. Garrafas coloridas e fáceis de abrir, medicamentos parecidos compastilhas e até mesmo querosene podem ser confundidos com suco de frutas, doces e água pura, o que representa um grande perigo para os pequenos.

Como agir nos casos de ingestão dessas substâncias em tempo hábil e da melhor maneira possível é o objetivo do treinamento denominado “Atendimento Inicial do Paciente Intoxicado”, que já chegou a 12 regionais de saúde da SES-DF. A palestra é ministrada pela médica toxicologista Andrea Amoras Magalhães, que explica como deve ser a abordagem inicial e a importância do profissional buscar as informações necessárias ao atendimento diretamente no CIT, que funciona 24 horas por dia, por meio do telefone 0800 6446774 ou 0800 722 6001.

No CIT-DF,o atendimento é feito por médicos ou estudantes de medicina que trabalham como estagiários e são treinados para orientar adequadamente os profissionais de saúde e também pessoas da comunidade. Há casos, inclusive, de veterinários que ligam pedindo informações sobre como tratar cães ou gatos que ingeriram plantas tóxicas como a “Comigo Ninguém Pode”, “Taioba”, “Filodentro”, “Copo de Leite” e outras similares.

O profissionais também são informados que todos os casos de intoxicação recebidos pelos hospitais ou centros de saúde tem notificação compulsória e devem ser informados ao Sistema de Informação de Agravos (Sinan) do Ministério da Saúde.

Além da ingestão de substâncias tóxicas como produtos de limpeza, medicamentos e plantas, o curso aborda os acidentes com animais peçonhentos e intoxicações por agrotóxico e drogas de abuso (maconha, cocaína etc).

Segundo folheto do Centro de Informação, o responsável pela criança deverá pensar em intoxicação quando ela apresentar queimaduras ou manchas ao redor da boca, respiração ou hálito com cheiro estranho, salivação abundante ou espuma pela boca, dor ou queimação na boca, garganta ou estômago, dor abdominal, náusea vômito ou diarreia, respiração anormal ou falta de ar, suor ou tremores intensos, agitação ou sonolência.

Um outro curso de capacitação em toxicologia está marcado para os dias 5 a 9 de novembro. Especialistas, inclusive de outros estados, irão treinar os novos estagiários que atuarão no CIT e profissionais de saúde. As aulas serão a partir das 19h, no auditório da Fepecs na 501 Norte. Mais de 200 profissionais estão inscritos a participar do curso que selecionará 20 estudantes de medicina, dois de enfermagem e um de farmácia – após o treinamento – por meio de um processo seletivo – para atuarem no CIT.

Arielce Haine