Governo do Distrito Federal
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4/06/14 às 17h53 - Atualizado em 30/10/18 às 15h11

SES certifica regionais no Dia da Triagem Neonatal

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Programa realiza exames em 100% das crianças de Brasília

A Secretaria de Saúde (SES/DF) certificará as regionais que realizam os exames de triagem neonatal. A cerimônia acontecerá nesta sexta-feira (6), Dia Nacional da Triagem Neonatal, às 9h30, no Hospital da Criança.

O Programa de Triagem Neonatal do DF (PTN-DF) consegue realizar exames em 100% dos recém-nascidos, tanto na rede hospitalar quanto na atenção primária. Mais de 90% são realizados antes do sétimo dia de vida do bebê.

A coordenadora do PTN-DF, Juliana de Vasconcellos, explica a importância do programa e da realização da triagem neonatal. “Todas as doenças que os exames buscam identificar aparecem inicialmente sem sintomas, mas podem causar sequelas ou até mesmo a morte. Eles possuem um impacto grande na qualidade de vida da criança, e o programa ajuda na identificação dessas anormalidades”, esclarece.

A triagem neonatal envolve exames como o famoso “Teste do Pezinho”, que consiste na coleta do sangue do calcâneo dos bebês nos primeiros dias de vida. Esses testes são capazes de identificar várias doenças nos recém-nascidos, que podem alterar a qualidade de vida da criança e de sua família. Em vários casos, é importante que a criança seja diagnosticada o mais cedo possível para que comece o tratamento.

Sobre o programa

O PTN-DF foi instituído na década de 1990, no âmbito da SES/DF, atuando com o estabelecimento de uma rede assistencial voltada ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento das crianças com triagem positiva.

As bases regulamentares do programa são instituídas pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), instituído pelo Ministério da Saúde. Além das seis doenças que o PNTN indica como fundamentais, o PTN-DF realiza a triagem de outras 29 doenças.

Desde sua ampliação, o PTN-DF realizou mais de 150 mil exames em seu laboratório. A doença mais prevalence a G6PD (deficiência genética de enzima que “protege as hemácias”), com mais de mil pacientes por ano. Além dessa doença, todo ano são diagnosticados vários casos de doenças raras, porém fatais.

Em 2013, 81 doenças raras foram diagnosticadas e foram registrados 1.427 casos de deficiência de G6PD.

Paulo Cronemberger, da Agência Saúde DF

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