Governo do Distrito Federal
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29/01/13 às 16h33 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

SES lembra o Dia Internacional da não Violência

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Em 2012 foram registrados 2674 casos de violência física no DF

Os profissionais da saúde têm papel fundamental na identificação dos sinais de violência. Nesta quarta-feira, 30 de janeiro, é lembrado o Dia Internacional da Não Violência, escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para marcar a morte de Mahatma Gandhi, símbolo da luta pela não violência, assassinado nesta data em 1948. Para lembrar o dia, a Secretaria de Saúde adere à mobilização mundial e vai distribuir faixas com a frase “A Secretaria de Saúde repudia todo e qualquer ato de violência” em unidades de saúde do Plano Piloto.

Segundo a chefe do Núcleo de Estudos e Programa para os Acidentes e Violência (Nepav) da SES, Lucimeire Cavalcanti, é importante promover a cultura da paz. “Precisamos ter um outro olhar na busca pela resolução dos conflitos”, diz. “Essa mobilização pelo Dia da não Violência, que ocorre em todo o planeta, é uma iniciativa voltada à educação para a paz, a solidariedade e o respeito pelos direitos humanos”, ressalta.

Estudos demonstram, de acordo com ela, que as situações de violência provocam consequências à saúde das pessoas afetadas. Em 2012, as diversas unidades da Secretaria de Saúde notificaram 1.992 de casos de violência. Foram registrados 941 casos de violência física, 806 sexual, 599 psicológicas e 328 de negligência. Destes 1.529 são do sexo feminino e 463 do masculino.

O Nepav tem buscado preparar a rede de saúde para oferecer atendimento especializado aos pacientes atingidos por algum tipo de violência. Em 2012, foram capacitados mais de 2.000 profissionais de saúde. Estes profissionais trabalham nas unidades básicas de saúde, nos hospitais regionais, nas unidades de pronto atendimento, na saúde mental e nas unidades prisionais.

O objetivo da SES é amenizar o sofrimento das pessoas em situação de violência que buscam os serviços de saúde. A Secretaria de Saúde possui 14 Programas de Atendimento a Violência (PAV) nos hospitais regionais. O PAV conta com equipe multidisciplinar especializada para realizar o acompanhamento das crianças, adolescentes, mulheres, homens e idosos em situação de violência. “Mais importante que tratar é prevenir a violência”, resume Lucimeire.

Para a Organização Mundial de Saúde (OMS) violência é o uso intencional da força física, real ou em ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra um grupo ou uma comunidade, que resulte ou tenha grande possibilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou conceito ou privação.

Celi Gomes