Governo do Distrito Federal
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3/07/14 às 19h54 - Atualizado em 30/10/18 às 15h11

SES possui tratamento avançado para diabetes

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Estima-se que 165 mil brasilienses possuam a doença

O Distrito Federal possui tratamento adequado para o diabetes. Segundo a assistente da coordenação de Diabetes da Secretaria de Saúde (SES/DF), Eliziane Brandão, o paciente, por meio da rede pública de saúde, tem acesso a todo tipo de auxílio. “Desde seringas para aplicar a insulina até lancetadores para furar o dedo, nós distribuímos tudo para os diabéticos”, explica.

Estima-se que 6,6% da população adulta do DF tenha diabetes, o equivalente a 165 mil brasilienses. Desses, 70% recebem assistência da SES/DF (ou cerca de 100mil). O objetivo da SES/DF é identificar os pacientes mais cedo, para que os sintomas em longo prazo sejam minimizados. “Quase 50% das pessoas não sabem que possuem diabetes e por conta disso acabam passando por amputações ou hemodiálises”, comenta Eliziane.

Além do material para os diabéticos, a Secretaia tem buscado capacitar os servidores que atuam na área. “Nós queremos educar os servidores, para que eles possam educar os pacientes consequentemente. No ano passado, conseguimos ministrar cursos para mais de 150 servidores da atenção básica, e não queremos parar por aí”, comemora a médica.

A doença

O diabetes é uma doença crônica e metabólica, que pode ocorrer pela falta de insulina ou pela incapacidade da insulina exercer seus efeitos, o que acarreta em um aumento da glicose (açúcar) no sangue.

O diabetes tipo 1 ocorre em 5 a 10% dos pacientes, sendo mais rara. É a que gera dependência de injeções diárias de insulina e costuma aparecer cedo na vida do paciente.

O tipo 2 é mais comum e pode ocorrer por maus hábitos alimentares, sedentarismo e obesidade. Nesse caso, os tecidos do corpo se tornam resistentes à insulina produzida pelo pâncreas aumentando a taxa de açúcar no sangue.

Em ambos os casos, o sintoma mais comum é o aumento da vontade de urinar. No diabetes tipo 1, esse sinal pode ser acompanhado por fome, sede, perda de peso, fraqueza e fadiga, enquanto no tipo 2 pode haver alteração na visão, dificuldade na cicatrização de feridas e formigamento dos pés.

Quando os sintomas são identificados, a recomendação é procurar o centro de saúde mais próximo. “No centro, realizam-se os exames (de sangue e de urina) para que se identifique a doença. Caso identificada, o paciente é encaminhado ao médico e, se necessário, a um endocrinologista”, explica Eliziane.

Protocolo

No início do ano, foi homologado protocolo no Diário Oficial para a Insulinoterapia no DF. O objetivo é aumentar o rigor na distribuição da insulina – para que a insulina certa seja ministrada ao paciente adequado.

“Existem vários tipos e graus de diabetes e o paciente pode necessitar de um tipo específico de insulina. Com esse protocolo, vamos poder distribuir de maneira mais correta e controlada o medicamento e até abranger mais pacientes”, comemora Eliziane.

Para saber mais sobre o protocolo, acesse os links:

http://www.saude.df.gov.br/images/assistencia%20farmaceutica/DIASF/44_-_Insulina_-_Tipos_requisitos_e_locais_de_dispensacao.pdf
http://www.saude.df.gov.br/images/assistencia%20farmaceutica/DIASF/43_-_Protocolo_SES_DF_Analogos_de_insulina.pdf

Paulo Cronemberger, da Agência Saúde DF

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