Governo do Distrito Federal
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29/10/12 às 18h31 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

SES promove dia de saúde na Torre de TV

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Mudar o eixo de abordagem do Acidente Vascular Cerebral, monitorando os sintomas para evitar internações e emergências, foi a proposta central da ação promovida pela Secretaria de Saúde do DF nesse domingo, na Torre de TV. O evento, bastante concorrido, foi considerado como positivo pela presidente da Academia Brasileira de Neurologia, Elza Dias Costa, que considera a prevenção como o melhor caminho para que todas as pessoas aprendam a evitar o AVC, que pode matar ou deixar sérias sequelas.

Durante a ação, sob a coordenação do Setor de Hipertensão, diversos profissionais mediam a pressão arterial e conversavam com os visitantes sobre os fatores de risco e a melhor forma de evitá-los. Para a neurologista Elza Costa, cuidados básicos e simples, como boa alimentação e uma caminhada, podem fazer a diferença, afastando a doença ou agindo como diferencial na hora da recuperação.

Sal, o grande vilão

Em uma mesa bem arrumada, com produtos do mal e do bem, nutricionistas chamaram a atenção dos visitantes ao enfatizar um dos vilões da doença, o sal. Para a chefe do Núcleo de Nutrição da SES/DF, Rosemary Caldas Pereira, a hipertensão, segunda doença que mais mata no País e uma das responsáveis pelo AVC, pode ser controlada com alimentação “amiga”, composta por frutas, legumes, grãos, azeite, exercícios físicos e bom humor.

Segundo Rosemary, ações como a promovida pela SES/DF servem de alerta à população, que muitas vezes presta pouca atenção nos fatores de risco: hipertensão arterial, diabetes, arritmias cardíacas, fibrilação arterial, dislipidemia (aumento do colesterol), fumo e álcool. Ela também destaca a prevenção como o melhor caminho, por isto recomenda, dieta com pouco sal e gordura, com carnes magras, peixes, sem alimentos industrializados.

Jovens

Para quem pensa que o AVC não atinge jovens, Alexandre J. Neves Bastos, 31 anos, saudável, jovem e muito bem disposto alerta: “ Não se iludam, jovens não estão imunes”. Alexandre conta que aos 23 anos, quando dava uma aula, teve um AVC que acabou levando-o ao centro cirúrgico. “Estava estressado, trabalhando muito e me alimentava mal. Resultado: quase morri”, conta Alexandre, que acha muito importante ações como a promovida pela SES/DF, para chamar a atenção das pessoas para a doença.

O mesmo pensa Adriana Baltar, 44 anos, que teve dois AVCs com diferença de apenas uma semana de uma crise para a outra. Ela andava no parque da cidade, quando não conseguiu abrir a garrafa de água e passou mal. Socorrida pelo Samu, Adriana ficou tetraplégica e precisou passar por reabilitação para reaprender a comer e falar. “Uma experiência que não desejo a ninguém. Por isto é essencial esse trabalho de conscientização, de educação e principalmente de alerta às pessoas, que não levam muito a sério esta grave doença”, concluiu Adriana.

Luciene Torquato
Fotografia Renata Sousa