Governo do Distrito Federal
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3/09/21 às 11h42 - Atualizado em 3/09/21 às 16h52

Setembro Amarelo alerta para os cuidados com a saúde mental

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Campanha iniciou juntamente com a décima edição da Jornada Distrital de Prevenção do Suicídio

 

JURANA LOPES I EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA I DA AGÊNCIA SAÚDE-DF

 

Setembro é considerado o mês de valorização da vida e prevenção ao suicídio, também conhecido como Setembro Amarelo. A campanha dura todo mês, mas é no 10 de setembro em que é celebrado o Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio. O assunto é trabalhado ao longo de todo o ano pela Secretaria de Saúde, em atividades contínuas relacionadas à prevenção do suicídio.

 

Para iniciar a campanha Setembro Amarelo, a Diretoria de Serviços de Saúde Mental (Dissam) e o Comitê Permanente de Prevenção do Suicídio do DF abriram a campanha, nos dias 1º e 2 de setembro, com a décima edição da Jornada Distrital de Prevenção do Suicídio. Desde o início da pandemia o evento é realizado virtualmente.

 

“É uma Jornada anual, aberta a toda a comunidade, e conta com representantes de diversos setores da sociedade envolvidos com a prevenção e posvenção do suicídio”, informa Fernanda Benquerer, Referência Técnica Distrital (RTD) de Psiquiatria e coordenadora do Comitê Permanente de Prevenção do Suicídio da Secretaria de Saúde.

 

 

A Jornada Distrital também faz parte do Planejamento do Plano Distrital de Prevenção do Suicídio 2020-2023 e reitera o compromisso da Secretaria de Saúde com a temática.

 

“O objetivo é oferecer informações qualificadas sobre diversos aspectos da prevenção do suicídio a toda a comunidade. É um momento que permite troca de experiências, capacitação profissional, divulgação de ações preventivas e reflexões sobre o comportamento suicida”, explica.

 

Fernanda destaca que o momento também trata das formas de prevenir o suicídio, intervir em crises e ampliar as possibilidades de ajuda às pessoas em risco. A transmissão on-line ocorreu no canal do Youtube da EAPSUS.

 

Atendimento e prevenção

 

A pessoa com pensamentos suicidas pode ser encaminhada a um ambulatório de saúde mental, a um Centro de Atenção Psicossocial ou aos serviços emergenciais, dependendo do caso e da avaliação profissional.

 

De acordo com Fernanda, ouvir sobre suicídio, principalmente das pessoas que vivenciam uma crise ou que perderam alguém por suicídio, talvez seja mais importante e faça bem a quem sofreu com a situação.

 

A prevenção é uma tarefa que cabe a todos os setores da sociedade, cada um com suas atribuições. Segundo Fernanda, é preciso investir no desenvolvimento de habilidades emocionais de crianças e adolescentes, promover saúde nas instituições, identificar precocemente pessoas em risco.

 

Além disso, oferecer acesso aos serviços de saúde mental especializados para tratamento multidisciplinar, disponibilizar atendimento de urgência e emergência, capacitar os profissionais de diversas áreas para atuar, notificar os casos de forma adequada e, oferecer apoio aos enlutados por suicídio.

 

“É importante desmistificar e desestigmatizar o tratamento em saúde mental, tanto psicológico quanto psiquiátrico, que as pessoas ainda têm receio de buscar, mas que são bastante eficientes, especialmente quando realizados em conjunto”, esclarece.